Movimento Comunhão e Libertação celebra 40 anos de reconhecimento pontifício

Missa presidida por Dom Carlos Lema Garcia também fez memória ao centenário do nascimento do fundador, Dom Luigi Giussani

Foto: Francesco Zannini

Na tarde do domingo, 13, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Setor Aclimação, Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, presidiu a missa por ocasião dos 40 anos de reconhecimento pontifício do Movimento Comunhão e Libertação.

Entre os concelebrantes estiveram os Padres Vando Valentini, Pároco; Cássio Albério Pereira de Carvalho, Pároco da Paróquia Santa Generosa; Michele Ferrara, Vigário Paroquial da Paróquia de São Rafael, da Região Belém; Julián de La Morena, Responsável na América Latina pelo Movimento Comunhão e Libertação; Ignacio Lastrico, Pároco da Paróquia São Francisco Xavier, da Diocese de Santo Amaro; e Aurelio Riva, da Arquidiocese de Campinas.

A celebração deu início, na cidade de São Paulo, às comemorações do centenário do nascimento do Servo de Deus Dom Luigi Giussani (1922-2005), bem como o 40º aniversário do reconhecimento pontifício da Fraternidade de Comunhão e Libertação.

Luigi Giussani nasceu em 15 de outubro de 1922, em Desio, ao norte de Milão. Entrou no seminário com 11 anos. Foi ordenado sacerdote em 26 de maio de 1945 pelo Cardeal Ildefonso Schuster. Com o passar dos anos, percebeu que, mesmo conhecendo a doutrina e o dogma da Igreja, os jovens se afastavam dela. Por isso, os superiores lhe concederam a permissão para ensinar religião em um colégio do Ensino Médio estadual. E partir de 1954, passa a lecionar no Liceu clássico Berchet de Milão e, a partir daí, nasce uma comunidade de jovens que utiliza o nome que já existia, o de Gioventù Studentesca (GS). O nome atual, Comunhão e Libertação (CL), aparece pela primeira vez em 1969.

Nos anos 1970, o Movimento se difundiu em diversas universidades, colégios e entre adultos, principalmente na Itália, apesar de que, no Brasil a missão teve início na década anterior. Na cidade de São Paulo, começou em 1976, com a chegada dos primeiros “missionários” do Movimento. Nos anos 80 e 90, também graças ao convite dirigido ao Movimento por São João Paulo II, se desenvolveram diversas comunidades em diversos países. Atualmente, encontra-se em torno de noventa países em todos os continentes.

O Movimento Comunhão e Libertação foi reconhecido pela Igreja em 11 de fevereiro de 1982, por meio da aprovação da Fraternidade de Comunhão e Libertação como associação universal de fiéis pelo Pontifício Conselho dos Leigos. A ela podem aderir leigos, padres, religiosos e consagrados que reconhecem no caminho de Comunhão e Libertação o percurso mais conforme a eles para aprofundar a fé cristã e servir à Igreja.

(Com informações da Fraternidade Comunhão e Libertação Brasil).

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