
Na manhã deste sábado, 21, a Pastoral da Saúde do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou sua 21ª Romaria à Casa da Mãe Aparecida. A celebração eucarística foi presidida por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, que na homilia destacou o sentido do tempo quaresmal.
“Não é tempo de tristeza. É tempo de aprofundamento. Tempo de mudança na nossa vida, no nosso caminho, na nossa mentalidade.”
A Santa Missa, animada pelo Padre José Ulysses da Silva, C.Ss.R., reuniu sacerdotes, seminaristas, agentes da Pastoral da Saúde e peregrinos no Santuário Nacional. No início da reflexão, o arcebispo recordou que a Quaresma é tempo de conversão, convidando os fiéis a pedirem as luzes do Espírito Santo.
Ao meditar sobre o Evangelho de Lucas 5,27-32, Dom Orlando mencionou a conversão de Levi (São Mateus) e ressaltou o olhar misericordioso de Jesus para com os pecadores.
“Vamos pedir essa graça, então, de olhar nos olhos de Jesus e ter essa graça da mudança de vida. Levi ficou tão feliz com essa nova vida que Jesus lhe deu, que fez um banquete para celebrar exatamente a misericórdia”, pontuou.
O arcebispo explicou que Cristo veio para os doentes e lembrou que a enfermidade não é apenas física, mas também espiritual e psicológica.
“Os doentes precisam de médicos. Não é só um mal-estar físico, mas também espiritual e psicológico. O pecado é uma doença, o pecado é uma ferida. E a nossa saúde espiritual é a graça de Deus”, afirmou

Dirigindo-se de modo especial aos agentes presentes, Dom Orlando definiu a Pastoral da Saúde como expressão concreta do cuidado da Igreja com a vida e agradeceu o trabalho realizado nas casas e hospitais.
“A Pastoral da Saúde é um grande remédio. A Pastoral da Saúde vai às casas, vai aos hospitais e vai levar o remédio da sua presença, o grande remédio do afeto, do carinho, do respeito e do cuidado pelos doentes.”
O arcebispo também ressaltou que, além da competência, o cuidado com os enfermos exige proximidade e humanidade.
“O aperto de mão do médico, o sorriso do médico, o cuidado do médico, o afeto do médico talvez cure mais do que os seus remédios.”
Na homilia, Dom Orlando convidou também os doentes a unirem seus sofrimentos à missão da Igreja: “Oferecei vossos sofrimentos e dores para a conversão dos pecadores e pela santificação da Igreja.”
Ao concluir, o arcebispo reforçou que a vivência quaresmal, por meio do jejum, da oração e da caridade, conduz à verdadeira saúde integral. “Mais pertinho de Deus, mais pertinho de nossos irmãos. Esse é o resumo da Quaresma”, finalizou.
Fonte: A12





