Existiu mesmo um santo que foi colocado vivo no óleo quente?

A pergunta é da Neusa, do bairro de Santa Cecília. Minha irmã, sim, existiu: São João Evangelista. Ele e seu irmão, São Tiago maior, foram dois dos pescadores chamados por Jesus. Devido ao temperamento explosivo dos dois, Jesus os chamou de “filhos do trovão”. A mãe deles chegou a interceder por eles, pedindo um lugar de destaque no Reino que Jesus fundaria.

Tudo indica que João era o discípulo que Jesus mais amava e este amor era recíproco. João foi o único discípulo que acompanhou toda a caminhada de Jesus até o Calvário. Tanto que Cristo, pendurado na cruz, confiou sua mãe a ele. E João a levou para morar consigo.

São João é o autor de um Evangelho de três cartas e do livro do Apocalipse. Em seu Evangelho, ele faz uma profunda reflexão sobre a missão de Jesus. Em suas cartas, ele proclama o amor como o DNA dos discípulos de Cristo. E no Apocalipse ele, em linguagem simbólica, alimenta a fé e a esperança dos cristãos em meio às perseguições.

São João Evangelista foi torturado cruelmente pelo imperador Valério e foi jogado num tacho de azeite fervendo. Escapou miraculosamente. Então foi exilado na Ilha de Patmos, no Mar Egeu, que era um lugar de banimento de pessoas. Ele morreu em Éfeso no ano 203, com 94 anos.

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