‘Seguem-No, porque conhecem a Sua voz’ (Jo 10,4)

4º DOMINGO DA PÁSCOA 3 DE MAIO DE 2020

“Eu sou o bom Pastor” (Jo 10,14). Cristo nos apascenta: nos Evangelhos, mostra-nos a direção a seguir; na Eucaristia, alimenta-nos; cura-nos pela Confissão; dá-nos habitação em sua Igreja; libera-nos da morte por meio da Cruz. Por isso, Ele diz que “o bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10,11).

As ovelhas se caracterizam por isto: “Conhecem a sua voz” (Jo 10,4). Esta é a condição para não nos perdermos Dele. A voz do bom Pastor não é algo meramente subjetivo. É audível mesmo em um mundo ruidoso e confuso. O seu reconhecimento, porém, requer instrução e atenção.

Em primeiro lugar, temos de conhecer seus ensinamentos. “Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão, pois eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6,34). A doutrina revelada por Cristo impede-nos de criar um “Jesus” falso e subjetivo: “Ide, fazei todas as nações discípulos meus, batizando e ensinando a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19s). Os ensinamentos do Mestre podem ser encontrados no Novo Testamento; na vida e escritos dos Santos; no Catecismo; no Magistério dos Papas; e na convivência com os católicos fiéis que Deus colocou em nossas vidas.

A instrução, no entanto, é apenas o primeiro passo. Além dela, é preciso que haja união com o Senhor. Isso acontece na Eucaristia. A missa e a Comunhão, contudo, devem ser continuamente preparadas por duas práticas fundamentais: a adoração e a oração mental. Adorando a Eucaristia, podemos intuir melhor o mistério da presença real de Cristo. Afastamos o risco de recebê-Lo de modo superficial ou sacrílego. Damo-nos cada vez mais conta do valor infinito da Hóstia Consagrada que é o Senhor. Por isso, diz Santo Agostinho: “Ninguém come esta Carne sem antes a adorar; pecaríamos se não a adorássemos”. Há uma relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração.

Na oração mental, aprendemos a fazer silêncio para que Deus fale. Conversamos com Ele de coração a coração. Com os olhos fixos no sacrário ou no crucifixo, encontramos forças, conselho, alegria e paz. No princípio, fazemos a oração mental por pouco tempo, dez minutos. Falamos apenas daquilo que Ele já sabe: sobre a vida, sentimentos, acontecimentos, alegrias, medos, vitórias, pecados… Com um pouco mais de prática, recorremos à ajuda de alguma leitura: os Evangelhos ou algum bom livro como “Imitação de Cristo”, “A Prática do Amor a Jesus Cristo”, “Caminho”, “Filoteia” etc.

Então, meditamos em silêncio sobre alguma passagem ou tema. Lemos e silenciamos; lemos mais e falamos um pouco ao Senhor; lemos novamente e adoramos, pedimos, agradecemos, O desejamos… Silenciamos mais um pouco e, imperceptivelmente, começamos a “ouvir” o Senhor que confirma, adverte e conforta o coração. Podemos, então, aumentar o tempo de oração para 15, 20, 30 minutos, fazendo-a diariamente. A adoração e a oração mental permitem reconhecer, cada dia mais nitidamente, a voz do bom Pastor, e segui-Lo. “As ovelhas O seguem porque conhecem a sua voz.

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