Como pensar a PUC-SP e a Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, inserida na Universidade em 2009, como presença e atuação na cidade e na Arquidiocese de São Paulo? Seguindo de perto as orientações do Magistério da Igreja, e, sobretudo, as proposições do Papa Francisco, como a constituição apostólica Veritatis Gaudium, de 2017, e o Pacto Educativo Global, de 2020; além da recente carta apostólica Desenhar novos mapas de esperança, por ocasião do 60º aniversário da declaração conciliar Gravissimum Educationis, do Papa Leão XIV, temos subsídios para dialogar com os estudantes e a universidade.
O Papa Francisco insistentemente alertou que todas as pessoas priorizassem uma educação humanista e solidária, como modo de transformar a sociedade. O Papa Leão XIV tem reiteradamente insistido que as faculdades e universidades católicas estão muito presentes e atuantes nesse belíssimo empenho da Igreja de Cristo Jesus, na convocação e no testemunho na Igreja e na sociedade.
O Seminário Episcopal, em 1856, foi pensado para a Igreja do século XIX. O clero, sobretudo os padres seculares da Diocese de São Paulo, procuravam responder prontamente aos homens e mulheres daquele tempo. O retorno da Faculdade de Teologia à Universidade, em 2009, trouxe o aprofundamento das questões teológicas inseridas na sociedade; o melhoramento nas relações humanas extra campus da ciência teológica; o ordenamento e visibilidade dos questionamentos humanitários apresentados pela sociedade e o aparelhamento às respostas oferecidas pelos docentes do campo do saber teológico. Isso basta ou devemos avançar com as questões teológicas inseridas na sociedade contemporânea?
Necessitamos estudar e compreender as questões fundamentais da Teologia e sua relação com os demais conhecimentos. A partir de três enfoques principais: epistemológico, antropológico e ético, a Teologia, como ciência que estuda Deus, contribui com a sociedade. A partir da fé e do ponto de vista das fontes, sobretudo, as Sagradas Escrituras, a Tradição Apostólica e o Magistério, as orientações teológicas ajudam, enormemente, a humanidade. O método e a linguagem teológicos colaboram com o bem de todos, e, sobretudo, asseguram o diálogo com as Ciências, no âmbito da universidade.
A Teologia, inserida na universidade, e, em sintonia com o Magistério da Igreja, terá valiosíssima contribuição tanto para a Igreja quanto para a sociedade. Somando colegialidade e unidade na diversidade, e evitando lobbies desagregadores, o saber teológico será de muito proveito para o mundo contemporâneo. É verdadeira a premissa da suposta ausência de Deus na sociedade? Por que esta ausência se dá? Como teólogos, nós falamos e pensamos a partir dos conceitos de Deus? A ausência de Deus se dá quando nos omitimos ou nos fechamos.
A formação teológica dos seminaristas e dos créditos teológicos lecionados na PUC-SP estão completando 80 anos de presença e eficácia em 2026. Seja, portanto, este ano jubilar um permanente diálogo com o mundo contemporâneo. Mesmo no ambiente plural em que vivemos, sabemos, sim, que muitos homens e mulheres querem dialogar. Todos nós queremos ouvir e ser ouvidos; queremos propor e receber propostas. A Teologia deve continuamente prestar o serviço de unidade à luz do Magistério da Igreja, em uma relação dialogante com a sociedade, contribuindo eficazmente para o bem comum.



