O jubileu do Papa Francisco

Cristo Jesus edificou sua Igreja e a impeliu para que estivesse em todas as partes do mundo e anunciasse seu Evangelho a todas as gentes e culturas. Indicou aos seus Apóstolos que comunicassem o Evangelho da Vida a todos, batizando-os em nome da Trindade Santa, para que participassem do Reino por Ele inaugurado. Assim exprime a Sagrada Escritura, na Solenidade da Ascensão do Senhor: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,11). Continua Jesus falando à sua Igreja: “Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos e disse-lhes: ‘Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado’” (Mc 16,15-16).

Insistentemente o Senhor Jesus nos adverte: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20). Devemos, pois, anunciar Jesus Cristo a todas as gentes, hoje e sempre, com uma postura pastoral dialogante, em um ambiente cada vez mais pluralista.

Portanto, devemos viver segura e integralmente o Evangelho de Jesus Cristo na Sua Igreja. Como autênticos discípulos e cristãos, devemos prorromper com radicalidade o anúncio querigmático na sociedade, para transformá-la nos valores do Reino de Deus.

O Jubileu de Estanho do Papa Francisco é motivo de profunda alegria e renovada esperança, tanto para a Igreja de Cristo quanto a humanidade sedenta da mensagem salutar do Evangelho de Nosso Senhor. Reconhecidamente, precisamos tomar os documentos, pronunciamentos, homilias e tantos outros escritos do Pontífice, para saborear os seus ensinamentos e modo de vida.

O Papa Francisco nos ensina a ser Igreja viva e dinâmica, em meio às dores e às angústias da humanidade, para oferecer aos homens e mulheres as alegrias e as esperanças necessárias para o dia a dia de todos nós. Jesus tornou-se carne – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14) –, para nos comunicar o Evangelho da Vida. O Sumo Pontífice nos convida a sermos Igreja viva, para promovermos vida à luz do Evangelho do Redentor a todas as pessoas e em todos os lugares.

Seguindo a longa tradição da Igreja e o ensinamento do Magistério, o Sumo Pontífice, com clareza e doçura, tem traçado o seu pontificado além dos seus escritos. De fato, ele dá vida aos seus discursos porque fala diretamente ao coração de quem escuta. Suas palavras são como gestos que acolhem e afagam todos nós. Os documentos irão para os arquivos, mas suas atitudes serão lembradas para sempre, com firmeza e carinho. Sejam, de fato, os primeiros dez anos do pontificado de Francisco, tempo de ir ao encontro da sua mensagem, o Evangelho de Jesus; e tempo de aproximar desse homem de Deus, que anuncia alegria inundada das misericórdias do Altíssimo.

Padre José Ulisses Leva é professor de História da Igreja na PUC-SP

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Celia M. R.
Celia M. R.
11 meses atrás

Obrigada pela coerente reflexão, Prof. José Ulisses!

Fraternalmente!
Celia M. R.