Por que na Bíblia não encontramos os livros apócrifos?

O Pedro Firmino, do bairro do Mandaqui, quer saber por que não encontramos, na Bíblia Sagrada, os livros apócrifos. Boa pergunta, Pedro. Primeiro, vamos entender bem o que são esses livros. A palavra “apócrifo” é grega e quer dizer “oculto”. A partir disso, a gente já começa a entender o que eles são: livros cujos autores ninguém conhece. Há muitos e muitos livros apócrifos. Porque são fantasiosos demais e de fonte desconhecida, eles não foram considerados inspirados por Deus e, por isso mesmo, não constam na Bíblia, que para nós, católicos, contém 73 livros, 47 do Antigo Testamento e 26 do Novo Testamento.

A Igreja Católica considera que esses 73 livros são inspirados por Deus, porque muitos deles foram até citados pelos apóstolos e pelos santos escritores da Igreja.

Entre os livros apócrifos há muitos evangelhos, sabe? Certamente eles foram escritos por pessoas que queriam preencher o vazio deixado pelos quatro evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João. Por exemplo, a não ser São Lucas e um pouco São Mateus, muito pouco, quase nada, sabemos sobre a infância de Nossa Senhora, sobre a adolescência e juventude de Jesus. Já esses tais evangelhos apócrifos falam a respeito, mas de uma forma tão fantasiosa que não dá para aceitar que são verdadeiros e inspirados por Deus.

Há um livro apócrifo chamado “Evangelho de Tiago”. Nele está registrado o nome dos pais de Nossa Senhora, São Joaquim e Sant´Ana, a apresentação de Maria no templo, a escolha de José para esposo de Maria. O bastão de José teria florescido, fazendo com que os pais de Maria o aceitassem como noivo dela. Há também alguns detalhes sobre o nascimento de Jesus. A data em que foi escrito foi lá pelos anos 200 d.C.

Outro livro apócrifo muito conhecido é chamado “Evangelho de Tomé”. Nele são narrados alguns episódios da infância de Jesus, como sempre muitos fantasiosos. Jesus aparece como um menino prodígio que gosta de fazer milagres, como fazer pombinhos de barros e fazê-los voar.

Mais um outro, chamado “Evangelho Árabe da Infância”, fala dos milagres que aconteciam com o contato com a roupa branca e com a água em que Maria dava banho no menino Jesus. Não dá para acreditar nessas coisas fantasiosas, não é mesmo? 

Há também um livro apócrifo chamado “História de José”, o carpinteiro. Nele se diz que José foi casado, ficou viúvo, teve filhos no primeiro casamento, morreu nos braços de Jesus e de Maria.

Está vendo, Pedro? Pode até ser divertido ler esses textos, mas não devemos dar crédito a eles. Até porque a Igreja, embora os conserve, não os considera de inspiração divina, não os considera Palavra de Deus. 

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