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‘Minha filha vive desejando a morte das pessoas. O que eu faço?’

Essa é a pergunta que, muito preocupada, a Rosinete, de Pirituba, me enviou. Minha irmã, antes de tudo, é hora de você ter uma conversa muito séria com sua filha. Ela precisa aprender a conviver com as pessoas, a enfrentar o desafio de respeitar o outro como ele é. Está na hora de ela deixar de pensar que é o centro do mundo, porque não é. 

Importante lembrar, porém, que sua filha não é a única a colocar-se no centro do mundo e a descartar quem não pensa do jeito dela, quem a contraria. Há muitos que fazem isso. O egoísmo, o egocentrismo provoca isso nas pessoas. 

O que é mais triste nesta atitude, Rosinete, é que a própria vida vai cobrar de sua filha esta atitude. Por sorte, Deus não reza por esta cartilha tão triste. Quem vive desejando a morte para os outros acabará sozinho. Quanto mais crescer em sua filha a intolerância com o próximo, mais ela vai se fechando sobre si mesma, o que é muito ruim. 

Eu penso que você não deve desistir de sua filha. Você, como mãe, deve conversar com ela, chamar a atenção dela. Pode até não haver maldade no que sua filha fala, mas a maldade está nesta atitude de intolerância, que poderá voltar-se contra ela própria. 

Rezemos por sua filha, Rosinete. Que Deus a faça experimentar Sua misericórdia e coloque mais paciência, aceitação e ternura no coração de sua menina. 

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