‘Santa Paulina viveu unida a Deus e sua vida foi uma bênção’

Afirmou o Cardeal Scherer na missa que presidiu na tarde da sexta-feira, 9, na Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Ipiranga

‘Santa Paulina viveu unida a Deus e sua vida foi uma bênção’
Cardeal Scherer preside missa na Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Ipiranga (fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Na memória litúrgica de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, na sexta-feira, 9, muitos fiéis foram à Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Ipiranga, para pedir a intercessão da religiosa italiana que dedicou boa parte de sua vida ao serviço da caridade na capital paulista.

Cinco missas foram celebradas na capela, anexa ao prédio da Casa Geral da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada em 12 de julho de 1890 por Amábile Lúcia Visintainer (Madre Paulina) e por sua amiga Virgínia Rosa Nicolodi.

Madre Paulina morreu em 9 de julho de 1942, aos 76 anos, no Ipiranga, e na capela estão sepultados seus restos mortais. Ela foi beatificada em 1991, por São João Paulo II, em Florianópolis (SC), e canonizada em 2002 pelo mesmo Pontífice no Vaticano.

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A última das missas do dia foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, tendo entre os concelebrantes o Padre Rodrigo Vilela, Capelão.

“Hoje queremos, primeiramente, agradecer a Deus pela vida de Madre Paulina e depois pedir que por sua intercessão Deus conceda a todos nós a mesma fé e aquela mesma caridade que ela teve para realizar tantas coisas boas e bonitas”, disse o Arcebispo Metropolitano no começo da missa, pedindo a intercessão da Santa pelos doentes e pela superação da pandemia de COVID-19.

‘Santa Paulina viveu unida a Deus e sua vida foi uma bênção’

Testemunha da caridade

Na homilia, Dom Odilo recordou que Santa Paulina, por ter vivido no Brasil por longo período e ter sido canonizada no País, é considerada a primeira santa brasileira.

O Arcebispo destacou que recordar a biografia dos santos é manter viva a memória e o testemunho daqueles que viveram em conformidade com o Evangelho e que são exemplos a ser seguido por todos os cristãos, uma vez que levaram uma vida de santidade, voltada para Deus e para os irmãos, superando as dificuldades comuns ao cotidiano de todas as pessoas a partir de seu testemunho de fé.  

Ao falar sobre Santa Paulina, o Cardeal Scherer destacou que ela dedicou-se de maneira intensa à caridade, em especial àqueles mais vulneráveis, como os recém-libertos da escravidão – que perdurou no País até 1888 – e que passavam por diversas privações materiais.

“Madre Paulina aqui chegou e pôs os pés com firmeza na realidade, dando início a uma grande obra, sempre na linha da caridade em favor dos pobres, doentes, idosos e as pessoas abandonadas”, recordou o Arcebispo.

Dom Odilo também lembrou a humildade da Santa, que aceitou ser deposta do cargo de superiora geral da congregação que fundou para ser enviada a Bragança Paulista (SP), a fim de cuidar de doentes e asilados. Anos depois, em 1918, ela seria chamada a viver novamente na casa do Ipiranga, onde permaneceu até sua morte, em 1942.

“Santa pela caridade, pela humildade, pelo seu amor a Deus e ao próximo, santa de oração! Santa Paulina viveu unida a Deus e sua vida foi uma bênção”, destacou Dom Odilo.

‘Santa Paulina viveu unida a Deus e sua vida foi uma bênção’

Modelo de santidade

O Arcebispo Metropolitano lembrou que a exemplo de Santa Paulina, todos os cristãos podem viver a santidade, ao perceberem que são uma bênção na vida da própria família e que podem realizar obras de misericórdia em favor dos doentes e mais pobres. “O mundo seria diferente se todos se propusessem a ser uma bênção na vida dos outros”, ressaltou.

Dom Odilo também disse que a alegria na vida, tão almejada por todos, está nas coisas simples do dia a dia, como em acolher o próximo, tratá-lo bem e aliviar a dor de quem sofre.

“Vivamos nós também o chamado à santidade. Santo é quem vive a caridade, quem vive a fé profundamente, quem vive o amor a Deus e ao próximo. Que Santa Paulina interceda por nós e que sejamos um pouquinho como ela, que, assim, se tornou uma bênção para tantos no seu tempo e para tantos ainda hoje”. Ao fim da missa, os fiéis rezaram a oração de Santa Paulina e o Arcebispo recomendou a todos que continuem a se precaver da pandemia de COVID-19, tomando os cuidados já conhecidos para evitar o contágio com o coronavírus.

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