Um legado de atenção ao clero e na administração da Arquidiocese

Em seu pastoreio na Arquidiocese de São Paulo, ao longo de oito anos e meio, Dom Cláudio Hummes reforçou a preocupação com a formação permanente do clero, por meio de cursos anuais de atualização teológica e pastoral. 

Um legado de atenção ao clero e na administração da Arquidiocese
Arquivo O SÃO PAULO

O primeiro deles aconteceu em agosto de 2003, tendo como tema “Teologia da Trindade hoje”. No ano seguinte, o curso teve por tema “Bioética”. “A Igreja no Novo Milênio”, “Missão Permanente”, “Solidariedade e Evangelização” e “Pastoral Urbana” também foram temas abordados nos cursos. 

Em relação às vocações, Dom Cláudio fundou, em 2000, o Centro Vocacional Arquidiocesano (CVA), no centro de São Paulo, e instituiu o Ano Vocacional Arquidiocesano, em 2001, que contou com a realização do primeiro congresso sobre vocações na Arquidiocese.

No ano 2000, restaurou a formação de Diáconos Permanentes ao abrir a Escola Diaconal São José, tendo ordenado a primeira turma de 24 diáconos permanentes em 2005. 

O Cardeal Hummes reformulou a estrutura dos seminários a partir de um novo diretório de formação presbiteral, constituindo o complexo do Seminário Arquidiocesano em quatro casas: dois Propedêuticos, Filosofia e Teologia. 

Foi sob o pastoreio de Dom Claudio que aconteceram as celebrações dos 150 anos do Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição, em 2006, com eventos realizados nas várias casas de formação que marcaram a história da formação presbiteral na Igreja de São Paulo. Em novembro do mesmo ano, ele inaugurou a nova sede do Seminário de Teologia Bom Pastor.

Um administrador dinâmico

Por ocasião da despedida de Cardeal Cláudio Hummes da Arquidiocese de São Paulo, em 2006, os Padres Rodolfo Perazzolo e João Júlio Farias Júnior, procuradores da Mitra Arquidiocesana de São Paulo, elencaram as realizações do Cardeal no campo administrativo, tais como:

- Elaboração do Estatuto Civil da Arquidiocese em conjunto com o Conselho de Assuntos Econômicos;

- Centralização da administração das finanças da Arquidiocese para depois descentralizá-la de maneira moderna sob a forma de orçamento participativo; 

- Profissionalização de grande parte dos processos administrativos;

- Implementação da contribuição das paróquias por meio de taxas que significam uma partilha mensal para ajudar na manutenção dos seminários e das pastorais arquidiocesanas; 

- Restauro da Catedral da Sé, em tempo recorde, com a colaboração do empresariado e do poder público; 

- Elaboração de um novo plano de manutenção da Arquidiocese; 

- Construção dos novos seminários propedêutico e teológico; 

- Reestruturação da administração e do gerenciamento do cemitério Gethsêmani Anhanguera; 

- Renegociação das dívidas da PUC-SP.

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