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Estudo indica que o envelhecimento da população mundial caminha mais rápido do que o previsto

Estudo indica que o envelhecimento da população mundial caminha mais rápido do que o previsto - Jornal O São Paulo
Reprodução internet

Segundo um novo relatório do Censo dos Estados Unidos, pela pri­meira vez na história o número de pessoas com 65 anos ou mais supera o de crianças com 5 anos ou menos em todo o mundo.

Uma queda global na taxa de fecundidade – termo usado por de­mógrafos para se referir ao número de crianças que nascem – e o au­mento da longevidade estão crian­do uma inversão demográfica que deve se aprofundar nas próximas décadas. É uma tendência que está mudando o equilíbrio histórico en­tre pessoas em idade ativa e idosos.

Em 2013, 45% da população mundial vivia em países com taxas de fecundidade iguais ou inferiores ao nível de reposição adequado, ou seja, de aproximadamente 2,1 nasci­mentos por mulher. Em 2023, essa porcentagem subiu para 71% da po­pulação mundial, o que fez o Censo concluir que o mundo atingiu esse ponto de inflexão muito antes do que os demógrafos previam há ape­nas uma década. Atualmente, dos 193 países oficialmente vinculados à ONU, somente nove deles possuem perfis demográficos ascendentes, ou seja, uma reposição adequada da população, condição em que o Bra­sil não se enquadra e que demonstra o envelhecimento populacional glo­bal generalizado.

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Imagem gerada por IA

Prevê-se que a população com 65 anos ou mais cresça de 852 mi­lhões em 2026 para 2 bilhões em 2060. Esse aumento representaria cerca de 55% de todo o crescimen­to populacional líquido global nes­se período. Também se prevê que a população mundial total aumente de 8,13 bilhões para 10,23 bilhões até 2060.

A situação atual mostra que a era da baixa natalidade se espalhou muito além das nações ricas. China e Índia – os dois países mais popu­losos do mundo – têm agora taxas de fertilidade abaixo do nível de reposição, segundo o relatório do Censo.

Bangladesh, México e Vietnã estão entre os países mais populosos que registraram taxas de natalidade abai­xo do nível de reposição desde 2013.

Estima-se que, mundialmente, a população acima de 65 anos até 2060 represente um aumento de 134,7% em relação aos níveis atuais.

Em uma perspectiva mais am­pla, a Europa continua sendo a re­gião mais idosa do mundo e, até 2060, sua população acima de 65 anos crescerá 37,2%. No entanto, a maior mudança numérica no enve­lhecimento populacional está ocor­rendo em outros lugares.

Prevê-se que a população asiá­tica com mais de 65 anos aumen­te de 487 milhões para 1,24 bilhão entre 2026 e 2060 (crescimento de 154,2%), representando cerca de dois terços do crescimento global.

A África continua sendo, de lon­ge, a região mais jovem, mas a pro­jeção é de que sua população idosa mais do que quadruplique, passan­do de 60 milhões hoje para 249 mi­lhões (aumento de 315%) – ultra­passando os 214 milhões da Europa até 2060.

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Pastoral da Pessoa Idosa

No mesmo período considerado, a América Latina e o Caribe experi­mentarão um aumento de 158% de sua população com 65 anos ou mais, e a América do Norte verá essa mes­ma população crescer 45,9%.

Globalmente, a proporção de pessoas com 65 anos ou mais de­verá quase duplicar, passando de 10,5% para 19,6% até 2060. Isso significa menos trabalhadores e cuidadores em potencial para apoiar o envelhecimento da popu­lação, o que pressiona os sistemas de previdência, saúde e cuidados de longa duração.

Fontes: Axion, Censo dos Estados Unidos e Os Economistas

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