Igreja na Índia já ajudou 11 milhões de pessoas durante a pandemia

Dados foram divulgados pela conferência episcopal indiana

(Crédito: Arquidiocese de Bombay)

Durante a pandemia do novo coronavírus, 11 milhões de pessoas vulneráveis já receberam a ajuda da Igreja na Índia. As medidas de quarentena tiveram início em 25 de março e ainda continuam em algumas áreas do país. O número foi divulgado pela Conferência Episcopal do país a partir de dados disponibilizado pela Cáritas.

Os dados revelam a grande solidariedade com que a população católica respondeu à pandemia e às medidas de confinamento, apesar de os católicos representaram apenas 2,5% da população do país.

A Cáritas Indiana afirma que 92,5% do imigrantes perderam o emprego durante a quarentena, a partir de uma pesquisa realizada nos 18 estados mais afetados pela pandemia.

“Trabalhadores migrantes e pobres foram os que mais sofreram devido ao lockdown imposto pelo governo para conter o coronavírus na Índia”, afirmou o Padre Jaison Vadassery, Secretário Executivo da Comissão para os Migrantes da Conferência Episcopal Indiana.

Diante das necessidades humanitárias de milhões de pessoas, paróquias, ordens religiosas, igrejas e ONGs ligadas à Igreja Católica mobilizaram-se. Na Arquidiocese de Bombay, todas as suas 124 paróquias distribuíram alimentos para os mais pobres, os afetados pela COVID-19 e, também, para os afetados pelo Ciclone Ampham. Nessa arquidiocese, estima-se que 7 mil pessoas são alimentadas por dia com essas ações.

Além disso, o centro social da Arquidiocese de Bombay coletou fundos que beneficiam idosos, pobres, doentes, migrantes e crianças que moram nas ruas. Colégio católicos também disponibilizaram suas instalações para organizar a ajuda caritativa.

O coronavírus na Índia

Segundo os dados oficiais do governo indiano, até o dia 15 deste mês, 9.520 pessoas morreram pelo novo coronavírus no país, e houve 322.903 casos confirmados. Destes, 169.797 de pessoas já foram curadas e 153.106 ainda estão sendo tratadas. Atualmente, poucas áreas do país continuam oficialmente em quarentena.

 

(Com informações de Asia News)

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