
Países como Polônia, Dinamarca, Suécia e Hungria estão reforçando suas fronteiras e resistindo à imigração em massa estimulada pela União Europeia (UE) – uma política que trouxe 30 milhões de não europeus ao bloco nos últimos dez anos, sendo 2,1 milhões somente em 2024, e que, em 2025, alcançou um total de 64,2 milhões de estrangeiros em solo europeu, segundo dados de um relatório divulgado no dia 22 pelo Centro de Pesquisa e Análise sobre Migração, da Fundação Rockwool Berlim, na Alemanha.
O estudo revela que a Alemanha ainda possui a maior população imigrante da UE, com quase 18 milhões de pessoas nascidas no exterior residindo no país, um crescimento de cerca de 70% em relação aos 10 milhões em 2010.
A Espanha, por sua vez, apresentou o avanço mais rápido, de 8% – mais que o dobro da média da UE, de 3,4% –, ao incorporar cerca de 700 mil pessoas em 2024 e elevar sua população estrangeira para 9,5 milhões. Sozinha, representou cerca de um terço do aumento de imigrantes em toda a UE e, há poucos dias, na contramão dos demais países do bloco, anunciou a regularização de cerca de 500 mil novos imigrantes.

O relatório aponta que os fluxos migratórios se distribuíram de forma desigual pelo bloco, com vários países registrando proporções mais elevadas de imigrantes em relação ao total de habitantes: Luxemburgo (51,6%), Malta (32%), Chipre (27,6%), Irlanda (23,3%), Áustria (22,7%), Alemanha (21,2%), Suécia (20,8%) e Bélgica (20,2%), bem acima da média da UE, que é de 14,2%. Lituânia, Hungria e Romênia têm participações abaixo de 10%, enquanto Eslováquia (4,2%), Bulgária (3,8%) e Polônia (2,6%) apresentam os níveis mais baixos.
O atual debate no continente se refere ao impacto da população estrangeira em cada nação, sendo comum a ideia de que os imigrantes diluem as identidades nacionais, consomem recursos do Estado, elevam os índices de criminalidade, especialmente contra as mulheres, e não se integram à população dos países que os recebem.
Eva Vlaardingerbroek, 29, ativista neerlandesa, em discurso no Parlamento da Hungria por ocasião das eleições no país há duas semanas, afirmou: “Nós temos de reivindicar nossa soberania e, mais importante, reverter a imigração em massa. A prioridade número 1 de todos os países europeus afetados pelo excesso de estrangeiros é a remigração [o retorno incentivado ao país de origem do estrangeiro]”.

Se a Europa não endereçar esta questão, em algumas décadas a ‘migração de reposição’ pode evoluir para grau de ‘substituição’, em que os povos nativos já não serão maioria. Isso já está acontecendo na população mais jovem: Eva afirmou que “em Bruxelas, na Bélgica, 88% de todos os jovens abaixo de 20 anos têm origem estrangeira. Oito em cada nove das grandes cidades alemãs têm mais da metade de crianças abaixo dos 16 anos com passado migratório. E essas crianças não se identificam como europeias”.
No Reino Unido, embora esteja fora da UE, a situação não é diferente. Por causa da grande presença de imigrantes, o inglês deixou de ser a língua principal entre a maioria dos alunos em várias regiões do país, enquanto que no Leste de Londres dois terços das crianças já falam outro idioma. Escolas de Manchester e Northampton receberam mais de 500 mil libras para tradutores, assistentes e materiais de apoio. No país, a verba destinada a essa demanda alcançou o recorde de 539 milhões de libras. O aumento dos gastos em meio à imigração excessiva intensificou críticas sobre o impacto no ensino e no desempenho dos alunos britânicos.
A alegação de Eva não se limita à demografia. Ela argumenta que essas mudanças produzem profundas consequências sociais dentro das escolas e na cultura jovem. Em particular, ela afirma que muitas crianças nativas europeias estão crescendo em ambientes nos quais não mais são maioria, e tal influência externa molda o poder, o status e a vulnerabilidade no cotidiano.
Fontes: Rockwool Foundation Berlin, InfoMigrants, Deutsche Welle, Medium – Rodaportal e Daily Mail




