
Na Nova Zelândia, o número de fiéis que frequentam missas cresceu em média mais de 10% entre 2024 e 2025, segundo dados coletados pelas seis dioceses católicas do país.
A Diocese de Christ-church registrou o maior aumento nesse período, com o número de frequentadores subindo de 10.711 para 12.594 – um crescimento de 17,6%. A Diocese de Auckland, que concentra cerca de 48% dos católicos praticantes do país, registrou um aumento de 8%, enquanto a Diocese de Dunedin teve um crescimento de 11,9% no número de fiéis que frequentam a igreja regularmente.
As Dioceses de Palmerston North (7,6%) e Hamilton (6,9%) também registraram aumentos significativos, enquanto o número de frequentadores nas missas celebradas na Arquidiocese de Wellington permaneceu estável. Dom Michael Gielen, Bispo de Christchurch, disse ter observado dois fatores significativos que impulsionam o aumento na frequência às missas em sua Diocese, que abrange toda a região de Canterbury e Westland.
“Com o aumento contínuo da população na região metropolitana de Christchurch, vemos o número de católicos, inclusive de pessoas provenientes de alguns países e regiões com fortes raízes católicas, crescendo rapidamente”, disse ele. “Mas também estamos atentos ao número crescente de pessoas que optaram por se tornar católicas, inclusive como adultos, em nossa Diocese e em grande parte do mundo ocidental. Muitas pessoas também estão retornando à Igreja de sua infância. Isso é motivo de muita alegria.”
Dom Steve Lowe, Bispo de Auckland, que também é Presidente da Conferência Episcopal Católica da Nova Zelândia, disse que as estatísticas apresentam uma medida tangível do sentimento que muitos católicos estão vivenciando: “Esse surgimento de interesse pela fé em geral, e pelo catolicismo em particular, contradiz a narrativa de uma Igreja em declínio”.
“As variações estatísticas podem ser atribuídas a diversos fatores. Dito isso, esses números parecem sugerir que a mensagem antiga do Evangelho, apresentada sob a ótica do pensamento católico contemporâneo, está encontrando ressonância nas pessoas”, concluiu o Epíscopo.
Fonte: Zenit News




