
A Igreja Católica nos países nórdicos está testemunhando um crescimento sem precedentes, com mais pessoas se convertendo à fé em reação à cultura altamente seculari-zada da região.
“A Igreja está ganhando força graças ao aumento das conversões ao catolicismo”, explicou Ragnhild Aadland Høen, 50, porta-voz do Conselho de Bispos Católicos da Noruega.
“E onde antes havia sentimento anticatólico, os preconceitos públicos agora diminuíram bastante. Os jovens estão se encontrando em paróquias por todo o país, enquanto outros demonstram um interesse positivo que não víamos antes”, afirmou ela.
Ragnhild frisou que muitos jovens descobriram a fé após “experiências aterrorizantes” com práticas pagãs e da Nova Era, acrescentando que a Igreja na Noruega está re-gistrando um aumento significativo de pessoas nas Crismas e nos cursos de Iniciação à Vida Cristã para adultos.
Na Dinamarca, a Igreja também observa novos sinais de interesse e busca garantir que os convertidos compreen-dam adequadamente os ensinamentos católicos e não achem simplesmente que fazendo uma “declaração conservadora e contracultural”.

“O crescimento não é tão acentuado aqui quanto na Noruega e na Suécia, mas muitos estão descobrindo a Igreja Católica pela internet e vindo às nossas missas em uma busca genuína de Deus. Algo significativo está claramente acontecendo”, disse Nik Bredholt, presidente do conselho paroquial da Catedral de Santo Ansgar, em Copenhague.
Os católicos sofreram severa repressão em toda a Escandinávia pós-Reforma, quando as igrejas luteranas predominantes obtiveram o estatuto de denominação oficial. No entanto, embora a Constituição da Noruega, alterada em 2014, ainda declare a Igreja Luterana como “estabelecida”, ela não exige mais que os ministros do governo sejam membros praticantes e afirma que outras comunidades religiosas devem ser “apoiadas em igualdade de condições”.
Segundo dados de 2025, com 406 mil membros, incluindo 419 padres e 349 freiras, a Igreja Católica possui sete dioceses na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, representando cerca de 2,9% da população total desses países, que é de 28 milhões.
“Esta é uma das regiões mais seculares do mundo, e muitos experimentaram a visão de mundo predominante e a consideraram vazia”, disse a porta-voz católica, que se converteu do luteranismo no início dos seus 30 anos.

“É óbvio para todos que os católicos estão na Igreja porque realmente acreditam em algo – se fossem motivados por convenções sociais, não estariam lá. Eles testemunham a fé cristã de uma forma poderosa, e isso realmente impressiona e comove as pessoas,” concluiu Ragnhild.
A expansão da Igreja foi impulsionada em parte pela imigração, particularmente da Polônia e de outros países predominantemente católicos. Essas comunidades ajudaram a fortalecer a vida paroquial e a aumentar a visibilidade católica em toda a região.
Mantendo seus próprios conselhos nacionais, os oito bispos católicos da Escandinávia pertencem a uma única Conferência Episcopal Nórdica, com um secretariado sediado em Copenhague, encarregado de coordenar o tra-balho pastoral por meio de “deliberações e decisões conjuntas”. Desde 2024, ela é liderada pelo monge trapista Dom Erik Varden, Bispo de Trondheim, outro ex-luterano, que pregou para o Papa e a Cúria Romana em seu retiro qua-resmal de fevereiro deste ano.
Além do anúncio do primeiro sínodo da Diocese de Oslo, na Noruega, a Igreja Católica da Suécia celebrou o Domingo das Missões com o lançamento de um novo cur-so nacional sobre “o que significa tornar-se católico”, enquanto uma carta pastoral conjunta da Conferência Episcopal Nórdica, datada do dia 25, delineará planos para que equipes sinodais dos países nórdicos discutam a expansão do ministério católico.
Fontes: OSV News e Gaudium Press




