
Na quinta-feira, 6, acontece o Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos, promovido pela Fundação Pontifícia ACN, com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A data faz memória a 6 de agosto de 2014, quando cerca de 100 mil cristãos foram perseguidos pelo grupo extremista Estado Islâmico e fugiram da Planície de Nínive, no Iraque. No dia seguinte, a ACN iniciou uma ampla mobilização global para socorrê-los.
Em missa na Catedral da Sé, no domingo, 2, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, recordou que desde o tempo dos apóstolos, a Igreja reza pelos cristãos perseguidos, “portanto, também nós lembremos hoje dos irmãos que sofrem perseguição por sua fé. Em qualquer parte do mundo, a plena liberdade religiosa é um direito humano fundamental. Que este direito possa ser respeitado e valorizado”.
O Diácono Bruno Redígolo, que desde 2001 colabora com a ACN no Brasil, recordou que 64% da população mundial vive em países onde há graves violações à liberdade religiosa. “A ACN está sempre em contato com as pessoas que sofrem essa perseguição e elas nos pedem como primeira coisa e mais importante: ‘Rezem por nós!’”, afirmou no começo da missa.
Na quinta-feira, 6, às 9h, com transmissão pelo YouTube (@ACNBrasil) será celebrada missa na capela da ACN Brasil, em São Paulo, presidida pelo Padre Osvair Cavalheiro, por ocasião do Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos.

UNIDOS EM ORAÇÃO
Em entrevista ao O SÃO PAULO, Diácono Bruno recordou que recentemente mais 700 jovens iraquianos – a maioria sobreviventes daquela perseguição – puderam voltar a celebrar a fé no Iraque: “Foi o maior encontro de jovens cristãos no país! Em uma mensagem enviada especialmente para a ocasião, o Papa Leão XIV os encorajou a continuarem sendo ‘a luz de Cristo em meio à escuridão’. É Deus que continua a escrever a história”.
A perseguição aos cristãos, porém, prossegue em outras partes do mundo. “Há poucos meses, em abril deste ano, uma igreja histórica no norte de Moçambique foi totalmente destruída por terroristas – uma cena triste, selecionada como a foto da campanha deste ano. Em vários países, comunidades inteiras vivem sob a sombra da violência e do medo, pelo simples fato de seguirem Jesus Cristo”, recordou o Diácono, destacando que a ACN busca amparar essas comunidades, “reconstruindo igrejas e ajudando as famílias e os religiosos que perderam quase tudo. Porém, mais do que ajuda material, o que nos une a esses irmãos distantes é a nossa oração”.
Neste ano, cada pessoa é convidada a acender uma vela pelos irmãos na fé que sofrem perseguições. “Em muitos países, há pessoas que não podem entrar em uma igreja, carregar uma Bíblia ou fazer o sinal da cruz sem correr o risco de serem discriminadas, perseguidas ou até mesmo sofrerem uma violência. Ao acendermos uma vela, estamos dizendo a esses irmãos que eles não estão sozinhos, a Igreja reza com eles. Também de uma maneira simbólica, no site do Dia de Oração pelos Cristão Perseguidos, criamos um espaço com o título: Sua oração é a voz de quem não pode rezar. Neste espaço, cada pessoa pode acender virtualmente uma vela, que ficará acesa por algumas horas, e rezar pelos cristãos perseguidos como sinal de comunhão espiritual”, detalhou o Diácono.
A missão da ACN tem como pilares a informação, a oração e a ajuda concreta às comunidades cristãs. “A oração está no centro. Mas além de rezar, cada pessoa pode conhecer melhor a realidade da perseguição religiosa, divulgar essa causa em sua comunidade e fazer uma doação para a ACN continuar socorrendo as comunidades cristãs que vivem radicalmente a fé em um ambiente de perseguição religiosa”.
O Diácono destacou, ainda, que a ACN ajuda os cristãos que mais sofrem em mais de 140 países: “O que nos permite socorrer esses cristãos são as doações de cada benfeitor. Recentemente, a ACN lançou uma petição global para defender a liberdade religiosa. Ela será entregue ao secretário-geral da ONU e diversas outras autoridades. Para assinar a petição: https://www.acn.org.br/peticao-da-liberdade-religiosa“.




