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Papa à Igreja na Coreia: apoiar jovens da JMJ de Seul, com Cristo, pela paz e reconciliação

“Sejam unidos e artífices da paz”, exorta Leão à Vida Consangrada da Coreia que mora em Roma, ao recordar que o Evangelho cresceu no país pelo testemunho dos mártires. E o Papa deseja que a Jornada Mundial da Juventude de Seul, de 3 a 8 de agosto de 2027, seja “um grande encontro entre memória e futuro”, entre mártires e novas gerações: “ouçam os jovens, caminhem com eles e ajudem-nos a descobrir que seguir Cristo não diminui a liberdade, mas a torna plena”.

Papa à Igreja na Coreia: apoiar jovens da JMJ de Seul, com Cristo, pela paz e reconciliação - Jornal O São Paulo
Vatican Media

O Papa Leão XIV recebeu representantes da Vida Consagrada da Coreia que moram em Roma, pessoas que “vêm de longe, é verdade, mas aqui estão em casa”, já que a fé que receberam na terra natal “encontra suas raízes” junto às memórias dos Apóstolos Pedro e Paulo, dando um “novo ímpeto missionário”. Na audiência na Sala Clementina nesta segunda-feira, 06, o Pontífice começou o discurso saudando em língua original coreana o grupo de 170 sacerdotes, religiosos e religiosas. Lembrou ainda da preparação à Jornada Mundial da Juventude de Seul 2027 e se congratulou com o aniversário de 25 anos de inauguração da sede do Pontifício Colégio Coreano.

Leia a íntegra do discurso do Papa Leão XIV

Guardiões da memória, testemunhas da esperança

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Recordando da história “singular” da Igreja na Coreia do Sul, que conta com cerca de 5,97 milhões de fiéis, o que representa aproximadamente 11,3% da população total do país, o Papa a descreveu através da “memória e da esperança”. Memória pela fé espontânea a Deus que brotou e se desenvolvou no início através de textos cristãos, e esperança através de Cristo Ressuscitado. Leão XIV também recordou o testemunho dos mártires que fizeram parte de uma longa história – marcada por perseguições, guerras, pobreza e divisões – que não endureceu o coração, como foi o caso do Venerável Tomás Choe Yang-Eop (1821–1861). Ele foi “o segundo sacerdote da história coreana, lembrado como o ‘mártir do suor'”, pelo trabalho intenso de evangelização durante 11 anos “até consumir a própria vida no serviço”. Iluminados pelo Evangelho, disse o Papa, os mártires dão o exemplo de “fortaleza cristã” a ser seguido, “doando a vida com amor, todos os dias”:

“O nosso tempo precisa exatamente disso: de homens e mulheres que tenham a coragem de fazer o bem, mesmo quando isso custa. Aproximem-se daqueles que estão sozinhos, apoiem quem está cansado, procurem quem se afastou. Tenham a coragem de perdoar, de recomeçar, de dialogar. O bem nem sempre é reconhecido e muitas vezes exige esforço, mas é essa coragem cotidiana da caridade que torna credível o nosso anúncio do Evangelho.”

Igreja na Coreia: a sinodalidade pela paz

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“A força para viver assim vem da amizade com Jesus Cristo” que “abre à fraternidade”, continuou o Papa, orientando a alimentá-la “na Eucaristia, na escuta da Palavra, na oração e no silêncio diante do Senhor”. Ao enaltecer a força da sinodalidade, caminhando unida com o Senhor mesmo sendo de diferentes dioceses, institutos e congregações, o Papa afirmou da importância de também procurar ser artífice da paz, numa terra que “ainda carrega a dolorosa ferida da divisão”:

“Peço-lhes que sejam sempre homens e mulheres de reconciliação. A paz começa no coração e nas relações cotidianas, quando ouvimos em vez de julgar, perdoamos em vez de guardar rancor, escolhemos a comunhão em vez do confronto. Sejam unidos e sejam artífices da paz. Continuemos a nos empenhar e a rezar para que se abram novos caminhos de encontro e para que o Evangelho da paz possa ser anunciado livremente em todas as partes da península coreana e do mundo.”

A JMJ de Seul em 2027

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A próxima Jornada Mundial da Juventude de Seul, em 2027, disse o Papa, “tornará tudo isso visível” com a chegada de jovens de todas as partes do mundo à uma terra “onde o Evangelho cresceu por meio do testemunho dos mártires”. A edição coreana – a primeira em um país onde os cristãos constituem minoria da população e a segunda JMJ realizada na Ásia depois de Manila, nas Filipinas, em 1995 – será realizada de 3 a 8 de agosto de 2027. O desejo de Leão XIV, então, é que seja “um grande encontro entre memória e futuro: os mártires transmitem a fé às novas gerações e os jovens a recebem para levá-la pelas estradas do mundo”:

“Ouçam os jovens, caminhem com eles e ajudem-nos a descobrir que seguir Cristo não diminui a liberdade, mas a torna plena; que a fé não restringe a vida, mas abre para ela um horizonte mais amplo. Preparem, portanto, a JMJ com paixão – como já fazem –, guardando no coração as palavras: ‘tenham coragem: eu venci o mundo!’ (Jo 16,33). Seus mártires haviam compreendido isso: a esperança deles não dependia de circunstâncias favoráveis, mas da certeza de que Cristo já havia vencido.”

Fonte: Vatican News

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