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Entrevistas com os candidatos a prefeito – Bruno Covas (PSDB)

‘O foco é reduzir a distância entre os mais ricos e os necessitados’

Entrevistas com os candidatos a prefeito – Bruno Covas (PSDB)
Assessoria de imprensa do candidato

Candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Bruno Covas, 40 anos, tenta se reeleger como prefeito de São Paulo, função que assumiu em abril de 2018, após a renúncia de João Doria para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Ele é o quarto entrevistado na série do O SÃO PAULO com os seis mais bem colocados na pesquisa Exame/Ideia, de 23 de setembro, que serviu de parâmetro para o convite aos candidatos. Andrea Matarazzo, Márcio França e Jilmar Tatto já apresentaram suas propostas em edições anteriores. Nas próximas, são aguardadas as respostas, por e-mail, dos candidatos Celso Russomanno e Guilherme Boulos.

O SÃO PAULO – Passado este primeiro mandato do senhor, quais os principais problemas que ainda permanecem na cidade e como pretende resolvê-los?

Bruno Covas – Nossa prioridade no pós-pandemia é com as ações que contribuam para minimizar as desigualdades econômicas e sociais. Mesmo com os impactos enormes da pandemia de COVID-19, a Prefeitura de São Paulo terá R$ 4,37 bilhões para novos investimentos no Orçamento de 2021, o maior valor em dez anos. Isso nos permitirá manter nosso programa de obras nas áreas da Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação e geração de empregos. Faremos isso com muita responsabilidade, mas sempre tendo como foco reduzir a distância entre os mais ricos e os necessitados.

A atual pandemia de COVID-19 mostrou as dificuldades das famílias mais pobres em manter o isolamento social em casas pequenas e comunidades com grande adensamento populacional. Diante disso, quais os planos do senhor para a área da Habitação?

Apesar da pandemia, as obras de construção de unidades habitacionais e de urbanização de favelas no município, bem como as ações de regularização fundiária, seguiram em ritmo normal durante o ano de 2020. Para 2021, teremos apenas de recursos próprios cerca de R$ 900 milhões para investimentos em habitação popular. É importante dizer também que, em quatro anos, a gestão do PSDB irá entregar um total de 25 mil unidades habitacionais, um recorde se comparado aos antecessores na administração da cidade de São Paulo. A nossa gestão entregou ainda o primeiro conjunto habitacional de São Paulo destinado a pessoas em situação de rua.

Como o senhor planeja recuperar os meses que os estudantes não puderam ir à escola em 2020? Como agirá para sanar o déficit de vagas em creches e na pré-escola?

Os estudantes serão submetidos à avaliação para que se determine se os conteúdos passados remotamente durante a pandemia foram assimilados ou se haverá a necessidade de reforço escolar para a retomada gradual das atividades. Medidas estão sendo adotadas desde já para que o impactos da pandemia na vida escolar sejam minimizados. Todos os alunos da rede municipal receberam material pedagógico para as atividades a distância. A Prefeitura iniciou o processo para compra de 465 mil tablets para os estudantes. Queremos levar tecnologia para mais de 13 mil salas de aula, que terão computador, projetor, caixa de som e internet banda larga. Além disso, foram contratados 3 mil professores temporários para substituir docentes que não poderão retornar quando as aulas presenciais forem retomadas. Todas essas ações terão impacto em 2021. Já zeramos a fila [das vagas] nas pré-escolas e pretendemos fazer o mesmo com as creches no próximo mandato.

Na área da saúde, quais serão as prioridades de sua gestão?

Nós tínhamos realizado no ano passado um empréstimo com o BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, de R$ 1 bilhão para a área da saúde. Com esse recurso, terminamos os dois hospitais que encontramos pela metade, quando assumimos a gestão, o Hospital da Brasilândia e o Hospital de Parelheiros, e foi possível reabrir seis hospitais privados que estavam fechados aqui na cidade: o Hospital Municipal da Guarapiranga, o Hospital Municipal da Capela do Socorro, o Hospital Municipal da Cruz Vermelha [no bairro de Indianópolis, na zona Sul], o Hospital Central Sorocabana [no bairro da Lapa, zona Oeste da cidade], o Hospital Municipal da Brigadeiro Luiz Antonio e o Hospital Municipal Santa Dulce dos Pobres, na Bela Vista, região central da cidade de São Paulo que será, passada a pandemia, o hospital referência para a saúde da população em situação de rua. Além desses hospitais, nós já entregamos 50 novas unidades aqui na cidade, entre Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e espaços de saúde mental. E vamos reformar mais de 150 Unidades Básicas de Saúde na cidade de São Paulo e investir pesado em tecnologia.

Até maio do ano que vem, nós teremos universalizado o que hoje é realidade em vários cantos da cidade de São Paulo, que é o prontuário eletrônico, e a telemedicina. Com esses dois instrumentos de tecnologia, vamos dar a todos os usuários do SUS na cidade a mesma qualidade, presteza e rapidez no atendimento que a população que possui convênio médico tem à sua disposição.

O senhor tem algum plano para a geração de empregos na cidade?

A grande porta de saída no pós-pandemia é a geração de emprego e renda. A cidade voltar a crescer, voltar a se desenvolver. Toda ação que a gente tem que fazer é aumentar a competitividade da cidade, aumentar a geração de emprego e renda. E investir em qualificação. E já fizemos muito nessa área. Criamos o programa Trabalho Novo, que se destina a promover o acesso de pessoas atendidas pela rede socioassistencial da Prefeitura a vagas de emprego. Instituímos a Política Municipal de Qualificação Profissional e a Política Municipal de Apoio ao Empreendedorismo. Também investimos cerca de R$ 1 milhão para acelerar o desenvolvimento de 24 startups em bairros da periferia, dentro do Programa de Valorização de Iniciativas Tecnológicas, da Agência São Paulo de Desenvolvimento.

A capital paulista tem ao menos 24 mil pessoas em situação de rua. Como pretende agir diante dessa realidade?

A ação com os moradores de rua tem três frentes. Uma frente é a assistencial, com vagas de acolhimento, distribuição de cobertores, espaços para poder tomar banho, se alimentar. Temos mais de 24 mil vagas nos abrigos municipais para a população em situação de rua. As equipes de abordagem precisam convencer a população de rua a aceitar o acolhimento, pois a Prefeitura não pode fazer acolhimento compulsório. Além da linha assistencial, uma linha de saúde, em especial por causa do problema de saúde mental. Nós dobramos o número de consultórios de rua, que são específicos para a população em situação de rua. E claro, além da assistência e da saúde, a grande porta de saída, que é a geração de emprego e renda, seja na cidade como um todo, seja em uma ação específica com essas pessoas, em situação de alta vulnerabilidade, um trabalho específico, feito pela Secretaria de Assistência, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para poder qualificar, para poder achar vaga no mercado de trabalho, a fim de que se crie uma porta de saída.

Qual apoio a Prefeitura ofertará às vítimas de abuso sexual que resultem em gravidez, a fim de que evitem recorrer ao aborto?

 Em nossa gestão, a Prefeitura de São Paulo implantou uma série de ações de atenção integral às mães e aos recém- -nascidos. Um deles é o Programa Mãe Paulistana, que recentemente teve seu prazo de validade ampliado de um para dois anos, e que assegura, durante esse período, atendimento de saúde e social às mães e aos bebês. Outra medida que mantivemos foi o Projeto Criança Feliz, que amplia e fortalece políticas públicas voltadas à primeira infância e suas famílias, prevenindo situações de negligência e minimizando vulnerabilidades sociais. Em 2018, nossa gestão lançou ainda o Programa Tem Saída, uma política pública voltada à autonomia financeira e empregabilidade de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

As assessorias dos seis candidatos convidados para esta série de entrevistas já receberam as perguntas por e-mail

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