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‘O Diácono deve ser reconhecido como discípulo Daquele que veio para servir’

Afirmou o Cardeal Scherer, na ordenação diaconal de religioso rogacionista, no sábado, 29

‘O Diácono deve ser reconhecido como discípulo Daquele que veio para servir’
(Fotos: Luciney Martins)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a ordenação diaconal de Rodrigo Ezequiel Golán, religioso da Congregação dos Rogacionistas do Sagrado Coração de Jesus, no sábado, 29.

A celebração aconteceu na Paróquia São Pedro Apóstolo, na Água Branca, zona Oeste da capital paulista, e foi concelebrada por Dom José Benedito Cardoso, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Lapa, e por diversos sacerdotes rogacionistas. Devido à pandemia de COVID-19, a liturgia teve a presença de um número reduzido de fiéis e foi transmitida pelas mídias digitais.

VOCAÇÃO

Natural de Campana, na Argentina, o Diácono Rodrigo tem 29 anos. Ex-aluno de um colégio rogacionista de sua cidade, ainda na adolescência se aproximou da vida eclesial após ser convidado para participar de um programa de rádio produzido pela congregação. Em 2010, quando já era estudante do segundo ano da faculdade de Jornalismo, Golán sentiu o chamado para consagrar sua vida a Deus como sacerdote e ingressou no seminário no ano seguinte.

‘O Diácono deve ser reconhecido como discípulo Daquele que veio para servir’

O jovem se identificou com o carisma da congregação fundada por Santo Aníbal Maria Di Francia, em 1897, na cidade de Messina, no sul da Itália. O nome dessa família religiosa se inspira na expressão latina rogate (rogar, pedir, rezar), em alusão às palavras de Jesus: “Rogai ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9,38; Lc 10,2). Por essa razão, o carisma rogacionista consiste na oração e promoção das vocações, atuando no âmbito da pastoral vocacional, juventude, ações socioeducativas, formação e missão. 

Atualmente, os rogacionistas estão nos cinco continentes, tendo chegado à América Latina em 1950. No Brasil, a congregação possui o Centro Rogate do Brasil e os Centros Rogate Regionais, que oferecem cursos, organizam eventos e produzem subsídios, como a revista Rogate.

MINISTRO DO ALTAR E DA CARIDADE

Na homilia, Dom Odilo ressaltou que, ao receber o sacramento da Ordem no grau do diaconato, o candidato, “fortalecido com o dom do Espírito Santo, deverá ajudar o bispo e seu presbitério no serviço da Palavra, do altar e da caridade, mostrando-se servo de todos”.

“Como ministro do altar, irá proclamar o Evangelho, preparar o sacrifício e repartir entre os fiéis o Corpo e o Sangue do Senhor”, destacou o Cardeal, acrescentando que o Diácono também tem a missão de ensinar a doutrina aos fiéis, administrar o Batismo, testemunhar matrimônios, levar a comunhão aos agonizantes e oficiar o ritual de exéquias dos falecidos.

O Arcebispo recordou, ainda que o Diácono é ordenado para realizar o serviço da caridade em nome da Igreja. “Proceda de tal modo em seu ministério que possa ser reconhecido como verdadeiro discípulo Daquele que não veio para ser servido, mas para servir”, exortou Dom Odilo.

‘O Diácono deve ser reconhecido como discípulo Daquele que veio para servir’

ENTREGA

Ao ser ordenado diácono em vista da futura ordenação sacerdotal, o candidato abraçou o celibato apostólico, que, como sublinhou o Cardeal Scherer, é um sinal e, ao mesmo tempo, um incentivo da caridade pastoral e incomparável fonte de fecundidade no mundo. “Guardando o mistério da fé com consciência pura, mostre em seus atos a palavra que proclama”, reforçou.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Diácono Rodrigo ressaltou que não existe vocação verdadeira que não implique renúncias. “Eu deixei minha família, meu país, mas acredito que tudo aquilo que eu vivenciei, tentando seguir Jesus da melhor forma possível, vale muito mais do que tudo isso”, afirmou.

Ao falar sobre o contexto inesperado da ordenação, em plena pandemia, Golán enfatizou que esta é uma ocasião para viver com maior profundidade o ministério diaconal, sobretudo no exercício da caridade. “É preciso estar a serviço, estar presente na vida das pessoas para ajudá-las a enfrentar esse período difícil com fé e esperança. Acredito que este tempo é propício para evidenciar essa dimensão no serviço que o diaconato traz consigo”, afirmou.

(Colaborou: Jenniffer Silva)

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