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‘Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos em nome de Cristo’

Cardeal Scherer presidiu na manhã deste sábado, dia 1o, na Catedral da Sé, a Missa do Crisma, com a bênção dos óleos sacramentais e a renovação das promessas sacerdotais

‘Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos em nome de Cristo’
Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

O clero da Arquidiocese de São Paulo esteve unido ao seu Arcebispo, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, na manhã deste sábado, dia 1o, na Catedral da Sé, para a Missa do Crisma, que tradicionalmente acontece na Quinta-feira Santa, mas neste ano foi remarcada em razão da pandemia de COVID-19.

Estiveram na Catedral da Sé os bispos auxiliares e parte do clero arquidiocesano, em razão das medidas de distanciamento social. Padres idosos e enfermos foram orientados a acompanhar a missa de suas casas, por meio da transmissão feita pelas mídias sociais da Arquidiocese de São Paulo, a rádio 9 de Julho e a Rede Vida de Televisão.

Essa celebração é assim chamada porque nela o bispo, reunido com o seu presbitério, consagra o óleo do Crisma. Abençoa, também, o óleo dos Catecúmenos e dos Enfermos. Além disso, há a renovação das promessas sacerdotais.

No começo da missa, o Cardeal Scherer saudou a todos e apresentou o Monsenhor Ângelo Ademir Mezzari, nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, em 9 de julho pelo Papa Francisco, e que será ordenado em 19 de setembro.

Testemunho de fé e confiança em Deus

‘Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos em nome de Cristo’

O Arcebispo, na homilia, manifestou sua alegria pela realização da Missa do Crisma, sempre significativa para a vida da Igreja, e neste ano, de modo especial, por coincidir com o início do mês das vocações.

“Era importante termos este momento na vida de nossa Arquidiocese, como um testemunho de fé e confiança em Deus, e também de conforto para o nosso povo, que vive na angústia e em meio a tantas incertezas. Quem hoje está bem, amanhã pode não estar. Mais do que nunca, sentimos a precariedade e a fragilidade de nossa vida neste mundo e todos temos a necessidade de sinais de luz e certeza no caminho que fazemos, temos a necessidade de sentir que não caminhamos sozinhos com nossas fragilidades e limitações”, afirmou.

Compromisso dos ordenados

Dom Odilo recordou que os apóstolos foram ungidos com o Espírito Santo para realizar os gestos salvadores entre os homens, a exemplo de Cristo, que anunciou o Evangelho por palavras e ações, em favor dos pobres e sofredores.

Na ordenação episcopal e sacerdotal – prosseguiu o Arcebispo de São Paulo – os ministros ordenados foram ungidos com o óleo do Santo Crisma para estar a serviço de Cristo e de sua Igreja: “Esta missão só pode ser realizada bem na medida em que estivermos estritamente unidos a Cristo”.

‘Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos em nome de Cristo’

O Cardeal lembrou, ainda, que ao ser ordenado, o ministro consagrado se compromete a se conformar cada vez mais a Cristo, de modo que, cada vez mais, quem os vir “possa reconhecer em nós os verdadeiros servidores de Cristo e do povo”, e também como aqueles que ajudam a levar as pessoas a Cristo.

Dom Odilo também recordou que o ministro ordenado tem o sincero desejo de colocar-se inteiramente a serviço do Reino de Deus neste mundo, como fiel distribuidor do mistério da Palavra de Deus, mediante a pregação, ensino e formação cristã; dos mistérios dos sacramentos, de modo especial a Eucaristia e a Penitência; e servidor do povo, movido pelo amor a Deus e aos irmãos.

“A vida da Igreja depende muito de nossa dedicação sacerdotal sincera e generosa, que Deus faz frutificar conforme as riquezas de sua graça e as disposições de cada um”, afirmou o Arcebispo ao agradecer a dedicação dos sacerdotes com a vida e a missão da Arquidiocese de São Paulo.

Sínodo arquidiocesano

Dom Odilo disse, ainda, que a celebração ocorre no contexto do sínodo arquidiocesano, por ora com as atividades suspensas, em razão da atual pandemia de COVID-19.

“É um sínodo com um forte apelo à comunhão na vida, na organização, na ação e na missão da nossa Igreja. A comunhão é uma dimensão essencial da vida da Igreja e se edifica a cada dia na medida de nossa união comum com Jesus Cristo e com a missão que nos confiou”.

O Cardeal exortou todos os sacerdotes a renovar o propósito de servir a Igreja de Cristo em São Paulo: “Que nosso sínodo nos ajude a dar passos no caminho da comunhão e da unidade, onde o personalismo e o protagonismo cedam lugar à colaboração generosa para o bem de todo o corpo eclesial e da comunidade humana”, afirmou, destacando que o Evangelho deve ser anunciado a todos para que tenham acesso aos bens da salvação.

Dispostos a servir em tempos de pandemia

Diante do atual momento de angústias e incertezas em razão da pandemia de COVID-19, o Arcebispo exortou os ministros ordenados a ter atenção especial com os mais frágeis e ressaltou o sentido da bênção do óleo dos enfermos. 

“Quem de nós esperava viver uma experiência como esta em pleno século XXI? Por isso, a bênção do óleo dos enfermos reveste-se de um sentido novo para nós. Somos ministros de Jesus Cristo para ‘curar’ – cuidar dos doentes e dos aflitos”, disse. “Este serviço nos aproxima e conforma a Jesus Cristo, que sempre se ocupou dos doentes e aflitos”, completou.

Na conclusão da homilia, Dom Odilo convidou os ministros ordenados a render graças a Deus pela vocação sacerdotal. “Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos, em nome de Cristo, de forma única no seio da Igreja”, disse, desejando, ainda, que os bispos, padres e diáconos permaneçam unidos e atuem conjuntamente na missão de testemunhar o Evangelho e socorrer as necessidades e fragilidades dos demais sacerdotes e de todo o povo de Deus.

Renovação das promessas sacerdotais

Após a homilia, todo o clero realizou a renovação das promessas sacerdotais feitasno dia da ordenação. Com essa renovação diante do Arcebispo e do povo de Deus, os clérigos  manifestam o desejo de se unir cada vez mais a Jesus Cristo e empenhar-se na realização da sua missão.

Bênção dos óleos e consagração do Crisma

‘Pela unção sacerdotal recebida, temos o privilégio de servir nossos irmãos em nome de Cristo’

Os ritos seguintes foram os da bênção dos óleos dos enfermos e dos catecúmenos e a consagração do Santo Crisma.

O dos enfermos recorda que o óleo produzido pela árvore serve para refazer as forças do corpo humano. Conforme São Tiago, deve ser aplicado nos doentes para que cure as enfermidades do corpo da alma, e dê forças para suportar as dores com fortaleza e conseguir o perdão dos pecados.

O óleo dos catecúmenos é usado no Batismo, a fim de que aqueles que serão batizados possam ter força de renunciar ao demônio e o pecado antes de se aproximarem da fonte da vida, para, então, renascer.

Por fim, o Arcebispo realizou a consagração do Santo Crisma. Pela unção do Crisma, os cristãos são inseridos no Mistério Pascal de Cristo, mortos, sepultados e ressuscitados com Cristo, participando do seu sacerdócio real e profético. Pelo Crisma, recebem a unção do Espírito Santo, como Cristo recebeu.

Coragem e anúncio do Evangelho

Ao concluir a missa, o Arcebispo Metropolitano exortou os ministros ordenados a manter a missão de anunciar o Evangelho neste momento ainda de aflição para toda a humanidade. “Não esqueçamos os pobres, não esqueçamos os doentes e continuemos na alegria do Evangelho”, disse Dom Odilo antes da bênção final.

(Colaborou: Fernando Geronazzo)

IMAGENS DA MISSA DO CRISMA – SÁBADO – 01/08/2020 – CATEDRAL DA SÉ

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Créditos: Luciney Martins/ O SÃO PAULO

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