‘A aliança de Jesus se estende a toda humanidade’

Reprodução da internet

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa desta quarta-feira, 5, na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória da dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Depois do Concílio de Éfeso (431), no qual a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus, o Papa Sisto III (432-440) erigiu em Roma, no monte Esquilino, uma basílica dedicada à Santa Mãe de Deus, chamada, mais tarde, de Santa Maria Maior. Esta é a mais antiga igreja dedicada à Nossa Senhora no Ocidente.

“Esta basílica é um monumento da fé em Cristo que se expressa nesse título de Nossa Senhora, pois aquele que nasceu da Virgem Maria é verdadeiramente o Filho de Deus”, afirmou Dom Odilo, no início da celebração, pedindo que a Mãe de Deus interceda por todos.

 A MULHER CANANEIA

Na homilia, o Cardeal Scherer refletiu sobre o Evangelho do dia (Mt 15,21-28), que narra a cena da mulher cananeia que clama a Jesus pela libertação da sua filha atormentada por um demônio. Jesus respondeu que havia sido enviado “às ovelhas perdidas de Israel” e, em seguida, afirmou: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”.

A mulher, por sua vez, insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!”. Jesus, então, exaltou a grande fé daquela cananeia e curou sua filha.

TESTEMUNHO DE FÉ

Dom Odilo explicou que Jesus não foi insensível ao sofrimento daquela mulher que não pertencia ao povo escolhido de Israel, mas enfatizou que veio, em primeiro lugar, para aqueles que eram os destinatários da promessa de Deus. Contudo, não é a primeira vez que os evangelhos o mostram acolhendo pessoas que não pertenciam ao povo de Israel, justamente por terem demonstrado grande fé.

“A aliança de Jesus se estende a toda humanidade…. A fé dessa mulher é exemplo para a nossa fé”, ressaltou o Arcebispo, acrescentando que todo sinal de fé, por mais simples e frágil que seja, deve ser valorizado e cabe à Igreja acolher e convidar essas pessoas para um caminho de amadurecimento da sua fé.

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