‘A nossa fé não vem de uma bela teoria, mas do encontro com a pessoa de Cristo’

(foto: Bruno Melo/arquivo)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu a missa da quinta-feira 29, na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja, que viveu no século XIV. Ainda adolescente, movida pelo desejo de perfeição, entrou na Ordem Terceira de São Domingos. Cheia de amor a Deus e ao próximo, trabalhou incansavelmente pela paz e concórdia entre as cidades; defendeu com ardor os direitos e a liberdade do Romano Pontífice e promoveu a renovação da vida religiosa. Escreveu importantes obras de espiritualidade e morreu em 1380.

“Peçamos, por sua intercessão, a proteção da Igreja em nossos dias”, manifestou Dom Odilo, no início da celebração.

Centro da pregação

 A primeira leitura (At 13,13-25) narra a primeira missão de Paulo, Barnabé e Marcos pela região da Ásia Menor, atual Turquia. Em sua pregação, recordam a história do povo de Deus e a presença do Senhor junto dele, em seguida, apresentam Jesus como o salvador prometido por Deus a anunciado pelos profetas.

“A nossa fé não vem de uma bela teoria ou doutrina, nem de um grande ideal de perfeição e moral… Nossa fé vem do encontro com uma pessoa, Jesus Cristo. Deus é, portanto, alguém com quem nos encontramos”, afirmou o Cardeal, na homilia, recordando a definição de São João Paulo II sobre Jesus como o “rosto humano de Deus, e o rosto divino do homem”.

Experiência única

O Arcebispo destacou, ainda que a pregação o kerigma, isto é, o primeiro anúncio de Jesus Cristo e o plano divino da salvação, deve sempre levar ao encontro pessoal com o Senhor.

“Corremos o risco de reduzir a religião a uma espécie de doutrina genérica. A experiência religiosa é única. A nossa experiência é do Deus que manifesta a caminha com seu povo, quem vem ao nosso encontro, mostra seus prodígios, que nos fala, revela-se e nos atrai a si”, completou Dom Odilo, frisando que, por essa razão, o Evangelho desafia a cultura que é “convertida” pelos ensinamentos de Cristo.  

“Peçamos por todos aqueles que se encontram desorientados e desanimados na fé. Que possam reencontrar na alegria de crer”, concluiu o Cardeal.  

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