Arcebispo de São Paulo invoca a proteção de Deus sobre a cidade, que vive a fase mais crítica da pandemia

O Cardeal Scherer motivou os católicos a aderirem aos esforços de toda a sociedade para conter o avanço do coronavírus

Dom Odilo abençoa a cidade com o Santíssimo Sacramento neste domingo, 14 (Foto: Luciney Martins /O SÃO PAULO)

Na conclusão da missa deste domingo, 14, na Catedral da Sé, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, abençoou com o Santíssimo Sacramento a capital paulista, que enfrenta a fase mais crítica da pandemia de COVID-19.

Dom Odilo dirigiu-se com Jesus Eucarístico até a porta principal da Sé, diante do marco zero da cidade, e invocou a proteção de Deus sobre toda a população.

Na sexta-feira, 12, o Cardeal  emitiu novas decisões sobre o funcionamento das igrejas e a realização de missas, outras celebrações e manifestações religiosas na Arquidiocese.

O Arcebispo sublinhou que essas medidas somam-se aos esforços de toda a sociedade para conter a crescente disseminação do novo coronavírus. Na quinta-feira, 11, o Governo do Estado de Sã Paulo anunciou medidas mais restritivas que para a chamada “Fase Emergencial do Plano São Paulo”, que perdurará, ao menos, entre os dias 15 e 30 deste mês.

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Missas

A partir da próxima segunda-feira, 15, as celebrações com a participação presencial do povo ficam suspensas. No entanto, as igrejas permanecerão abertas para a visitação e oração pessoal dos fiéis, assim como para o atendimento individual, seguindo todos os protocolos sanitários já recomendados. As missas também continuarão sendo celebradas de maneira privada e transmitidas pelas mídias.

“Este é um esforço ao qual todos somos chamados a fazer. Precisamos olhar para este momento e ver uma necessidade comum: conter a pandemia. Do contrário, irão morrer muito mais pessoas. Também nós, como Igreja, aderimos a este esforço. Isso não significa renunciar a fé ou a prática religiosa”, afirmou o Arcebispo, convidando as famílias a intensificarem as orações a se reunirem para acompanhar as liturgias pelos meios de comunicação.

Arcebispo pediu ao povo da Arquidiocese que intensifique as orações e os cuidados para a superação da pandemia (Foto: Luciney Martins /O SÃO PAULO)

O Cardeal lamentou, ainda, que essa situação extraordinária coincida com o tempo quaresmal, na proximidade da Solenidade de São José e atinja o início da Semana Santa, com a celebração do Domingo de Ramos, no próximo dia 28.

“Mas estamos em um período complicado e precisamos priorizar o cuidado da saúde e salvar vidas. Peçamos a Deus que nos ajude e nos dê forças e nos assista a todos neste tempo. Não deixemos a caridade, os pobres, doentes abandonados”, continuou o Arcebispo, reforçando que as ações de solidariedade promovidas pelas paróquias continuará.

“Ninguém deve pagar com a própria vida o descuido ou a negação dos riscos da pandemia […]. Enquanto isso, esperamos que a vacinação chegue em breve a toda a população, de maneira que, com o cumprimento do dever das autoridades públicas e a colaboração da população, possamos ficar livres dos males presentes e voltar a uma vida serena”, destacou Dom Odilo, na carta enviada na sexta-feira.

Comentários

  1. Com todo respeito, é um ultraje a Igreja ignorar o Sacramento da Eucaristia, a fonte e ápice de toda a vida cristã, por medo da possibilidade de morte terrena, como se estivesse lidando com crianças que nao sabem avaliar seus riscos. Enquanto os primeiros cristãos persistiam e superavam tudo, arriscavam suas vidas contrariando as ordens de Nero para conseguirem participar da Santa Missa, sendo jogados aos leões e sendo queimados como tochas vivas pelo mero fato de serem cristãos, a Igreja de hoje se curva diante uma probabilidade dita maior de contágio de um vírus que mata muito menos de 1% de quem é infectado. Deveria-se solicitar aos idosos e pessoas com comorbidades a ficarem em casa e levar a Eucaristia ao menos uma vez por semana a essas, enquanto as demais que quisessem poderiam frequentar a Santa Missa. Quem não quiser ir, que não vá, e a Igreja tem o poder de suspender o preceito, mas incorre em pecado gravíssimo ao excomungar na prática os católicos todos. Pergunto-me se não seria essa precisamente a astuta vontade do Diabo. Lamentavel a falta de profundidade e essencialidade com a qual o Papa e seus bispos estão encarando a Eucaristia. Enquanto o povo fica sem Cristo, o magistério continua a celebrar suas missas e a comungar. Nessas horas que os sacerdotes deveriam no mínimo dar o exemplo e jejuar com o povo ou, onque seria correto, encarar as circunstâncias com as devidas precauções e oferecer o Corpo e o Sangue, que é Verdadeiramente Corpo e Verdadeiramente Sangue de Cristo, aos fiéis que passam por tantas dificuldades de saúde física e mental. Precisamente neste momento dificílimo, nos é negada a fonte da Vida. Solicito encarecidamente em nome do amor de Deus que reconsiderem essa insana postura, que agrava onquadronde saúde fisica e espirtiual e que é contrária aos ensinamentos e a tradição.

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