Arquidiocese promove formação litúrgico-musical para Pentecostes e Corpus Christi

A Arquidiocese de São Paulo realizou no sábado, 15, um encontro on-line de formação litúrgico-musical voltado às solenidades de Pentecostes e Corpus Christi.

Promovido pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL), o encontro foi transmitido pelas plataformas digitais da Catedral da Sé e contou com a participação do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, de Dom José Benedito Cardoso, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Lapa e Referencia para a Liturgia, do maestro Delphim Rezende Porto e da cantora e preparadora vocal Regiane Martinez.

Essa formação compõe a série de iniciativas da CAL destinadas à formação litúrgica, a partir do repertório musical do folheto litúrgico Povo de Deus em São Paulo para essas duas celebrações.

Historicamente, o subsídio arquidiocesano é orientado para o canto do texto bíblico e de fontes como o Hinário Litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2019, houve uma renovação do repertório musical do folheto, com o auxílio do Padre José Weber, liturgista, compositor e um dos principais músicos responsáveis pela renovação da música litúrgica na Igreja do Brasil.

TESTEMUNHO E EXPRESSÃO DE FÉ

Ao abrir o encontro, Dom Odilo destacou que o serviço à liturgia é, ao mesmo tempo, testemunho e expressão da fé, serviço à glória e à adoração de Deus.

“O Concílio Vaticano II diz que a liturgia é o ponto alto de toda a vida e missão da Igreja e a fonte da qual a vida da Igreja tira sua força e vitalidade. Tudo caminha para a celebração da liturgia e da liturgia tudo recebe. Na liturgia, celebramos o encontro vivo com Deus e com Jesus Cristo, abastecemos a nossa fé, esperança e caridade”, afirmou.

Em seguida, o Cardeal explicou que, ao longo do ano litúrgico, os cristãos perpassam a história da salvação e do caminho de Deus com a humanidade. “O grande acontecimento da salvação de Deus para a humanidade e manifestação da sua vontade amorosa foi a encarnação do Verbo, do Filho de Deus, da sua vida humanamente entre nós e o mistério de sua Páscoa – Paixão, Morte e Ressurreição –, que culmina com Pentecostes, o envio dos discípulos em missão.”

“Essa história continua na Igreja, que não só a recorda, mas acontece hoje. Deus continua a caminhar conosco no tempo, na história e continua a se revelar. Nós somos convidados a dar a nossa resposta de fé e acolher a mão estendida de Deus, da sua misericórdia para conosco, e caminhar na esperança das realizações das suas promessas também para nós. Isso tudo acontece na liturgia”, completou o Arcebispo.

TEORIA E PRÁTICA

O curso uniu reflexões teóricas e práticas sobre os cantos entoados nas missas, com ensaios e explicações sobre a escolha do repertório musical.

Dom José Benedito fez uma introdução sobre a origem dessas duas solenidades litúrgicas e sobre a importância de preparar bem as celebrações nos seus diferentes aspectos, incluindo os cantos.

Referindo-se à celebração de Pentecostes, o Bispo enfatizou que não basta escolher qualquer canto que mencione o Espírito Santo se, porém, não for litúrgico. “Existem cantos bonitos, compostos para outras ocasiões, como grupos de oração, retiros, mas que não foram compostos para a celebração eucarística. É importante ter esse cuidado”, afirmou.

FIDELIDADE AOS TEXTOS BÍBLICOS

Dom José Benedito também salientou a importância de manter a fidelidade às referências bíblicas de cada celebração e aos textos propostos para cada liturgia, como as antífonas, pequenos versículos introdutórios para os diferentes momentos da missa, como a entrada, aclamação ao Evangelho e Comunhão.

“Não convém entoarmos outros cantos no lugar dessas antífonas. Existem vários hinos e cantos cujas composições partem dessas antífonas.”

O maestro Delphim explicou que a escolha do repertório musical para as celebrações litúrgicas segue critérios possíveis de serem aplicados em todo o Brasil. “Existe muita coisa bem-feita, realizada ao longo dos últimos 50 anos, depois da renovação do Concílio [Vaticano II]… Portanto, tivemos o cuidado de preservar aquilo de bom que tem sido feito no País”, disse.

O músico também esclareceu que materiais como o Hinário Litúrgico da CNBB possuem versões adaptadas de alguns hinos com aprovação da Santa Sé e, por isso, podem substituir textos contidos no Lecio- nário, livro litúrgico oficial de leituras, salmos e cânti- cos da missa. São exemplos desses hinos as versões das sequências de Pentecostes e de Corpus Christi que costumam ser entoadas no Brasil.

“O Lecionário é a primeira fonte dos textos litúrgicos, assim como o Missal Romano [livro que contém o rito da missa]. Mas também temos outros livros, como o ‘Gradual Romano’, que oferece mais opções de antífonas”, acrescentou Delphim, ressaltando a riqueza da liturgia católica. “A nossa liturgia não

tem apenas 50 anos, mas 2 mil anos. Ela é expressão de uma Igreja que peregrina com muitos rostos e cantos”, completou.

Os cadernos com as partituras das músicas, assim como os folhetos litúrgicos das missas, estão disponíveis para download na página do folheto Povo de Deus em São Paulo no portal da Arquidiocese ou pelo app ArquiSP.

(Colaborou: Flavio Rogério Lopes)

Assista à íntegra do Encontro de Formação Litúrgico-Musical:

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