COVID-19: Governo de SP define datas para a vacinação de idosos de 60 a 64 anos

Pessoas de 63 e 64 anos começam a ser vacinadas no dia 29 deste mês. Aqueles com 60 a 62 anos, podem tomar a vacina contra a COVID-19 a partir de 6 de maio

Foto: Reprodução da internet

Em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes na tarde desta quarta-feira, 14, o governo paulista anunciou novas etapas da vacinação contra a COVID-19 no Estado de São Paulo.

A partir do dia 29 deste mês, 840 mil pessoas com 63 e 64 anos poderão tomar a 1a dose da vacina. Já em 6 de maio, terá  início a vacinação para os idosos entre 60 e 62 anos, cerca de 1,4 milhão de pessoas em todo o estado.

Este cronograma, porém, está atrelado ao recebimento de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), previstas para ser entregues ao estado pelo Ministério da Saúde antes deste prazo, em conformidade com o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Na semana passada, o governo paulista já tinha anunciado, para 21 de abril, o começo da vacinação dos idosos com 65 e 66 anos, um total de 760 mil pessoas que vivem em cidades paulistas.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que até o começo da tarde de hoje, mais de 8,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas em todo o estado de São Paulo.

Atualizações do Plano São Paulo

Na próxima sexta-feira, 16, o Governo Paulista poderá anunciar mudanças no Plano São Paulo de flexibilização, que atualmente está na fase vermelha.

No comparativo entre a atual semana epidemiológica e a anterior, o número de internações por COVID-19 caiu 17,4%, dado que, de acordo com a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, permite pensar em flexibilizações em algumas regiões.

Na coletiva de imprensa, o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, informou que a ocupação nos leitos de UTI COVID-19 em São Paulo está em 86,4%, o que representa uma significativa redução ante os 92,6% que se registrava para esse indicador em 1o de abril.

No comparativo entre as semanas epidemiológicas, o número de óbitos subiu 13% e o de novos casos 5%, mas, de acordo com o Secretário da Saúde, é o indicador de internações o que mais bem retrata o momento atual da pandemia e que permite balizar as decisões.

Kit intubação

Jean Gorinchteyn e o governador João Doria voltaram a cobrar do Governo Federal o envio de kits de intubação, usados para pacientes internados em estado grave com a COVID-19. O governo paulista afirma ter enviado nove ofícios ao Ministério da Saúde, mas não obteve resposta efetiva a nenhum deles.

Há o temor é pela falta desses insumos. Na terça-feira, 13, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) divulgou um estudo, segundo o qual gestores de 160 hospitais a ela filiados apontaram que os estoques dos itens do “kit intubação” devem durar, em média, de três a cinco dias.

CoronaVac

Dimas Covas, diretor-presidente do Instituto Butantan, informou que devem chegar da China, no dia 19, um carregamento de 3 mil litros do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), que permitirá a produção de 5 milhões de doses da CoronaVac, a partir de 3 de maio.

As entregas das vacinas já produzidas continua a ser feita. Até 10 de agosto, o Instituto Butantan assegura que entregará ao Ministério da Saúde todas as 100 milhões de doses já contratadas pela pasta.

Questionado sobre um estudo recente que indica a maior eficácia de proteção da CoronaVac quando o intervalo entre as doses é superior ao de 21 dias, Dimas Covas lembrou que esse expediente já é praticado em São Paulo, onde a orientação é que se respeite o período de 28 dias entre a aplicação da 1a e da 2a dose da CoronaVac.

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