‘Deus está pronto para perdoar se nos arrependemos e sinceramente nos voltarmos a ele’

Cardeal Scherer (foto: Bruno Melo/arquivo)

Na missa celebrada na manhã da segunda-feira, 27, o Cardeal Odilo Pedro Scherer enfatizou o valor da confiança na misericórdia e na justiça de Deus.

O Arcebispo de São Paulo presidiu a Eucaristia na capela de sua residência,  transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória litúrgica do Bispo e mártir Santo Irineu. Nascido por volta do ano 130 e educado em Esmirna (atual Turquia), Irineu foi discípulo de São Policarpo, Bispo desta cidade que, por sua vez, fora discípulo do apóstolo São João.

No ano de 177, Irineu já era presbítero em Lião (França) e, pouco tempo depois, foi nomeado Bispo da mesma cidade. Escreveu diversas obras para defender a fé católica contra os erros dos gnósticos. Segundo a tradição, for martirizado por volta do ano 200.

“Peçamos, pela intercessão de Santo Irineu, a fidelidade à fé dos apóstolos e à Igreja”, afirmou Dom Odilo, no início da celebração.

Súplica por Sodoma e Gomorra

A primeira leitura  (Gn 18,16-33) narra o diálogo de Abraão com Deus, intercedendo pelo povo de Sodoma e Gomorra, cidades corrompidas pelo pecado. Mesmo admitindo que não havia muitos justos, o patriarca pede por eles.

“A prece insistente de Abraão é um exemplo de como a pessoa que tem fé, confiança e proximidade em Deus pode pedir com o desejo de que ele manifeste a sua misericórdia”, afirmou o Cardeal, na homilia.

O Arcebispo acrescentou que esse texto mostra que “o pecado atrai a ira de Deus”. “Ninguém pense que o pecado fica sem o julgamento de Deus se não há arrependimento… Contudo, Deus está pronto para perdoar se nos arrependemos e sinceramente nos voltarmos a ele”, disse.

Seguir Jesus

Já o evangelho do dia (Mt 8,18-22) narra dois duas passagens sobre o seguimento a Jesus. Um deles é mestre da Lei que manifesta o desejo de seguir o Senhor aonde for. Jesus, no entanto, deixa claro para ele: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.

Ao comentar esse trecho, Dom Odilo explicou que, com essas palavras, Cristo alerta para o risco de segui-lo por motivações erradas. “Querer seguir Jesus, ir à Igreja, praticar a religião porque traz prosperidade ou alguma vantagem é uma ofensa a Deus, é uma finalidade egoísta que coloca o ser humano no centro, não seu Evangelho”, salientou.

Renúncia

O mesmo texto mostra um discípulo que pede ao Senhor que, antes de segui-lo possa sepultar seus pais. Jesus, então, responde: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

O Cardeal sublinhou que essa dura afirmação de Cristo motiva a tomada de consciência do valor superior do Reino de Deus, pelo qual vale a pena renunciar aos bens mais preciosos deste mundo.

“Jesus não destrói o quarto mandamento da Lei de Deus – honrar pai e mãe –, não isenta de cumprir os deveres filiais. No entanto,  diz que o reino tem precedência, tem urgência”, afirmou o Arcebispo.

Por fim, Dom Odilo Pediu: “Que Deus nos dê, pelo Espírito Santo, o discernimento e atitude clara que mostre a nossa fé e a valorização do seu Reino”.

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