Dom Odilo: ‘Que Deus seja o Senhor da nossa cidade’

(Foto: Bruno Melo)

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, presidiu, na capela de sua residência, a missa desta quinta-feira, 4, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

No Evangelho do dia (Mc 6,7-13), Jesus chama os 12 apóstolos e os envia dois a dois, dando-lhes recomendações. Na homilia, Dom Odilo destacou que o evangelista mostra Jesus missionário e evangelizador, que ensina como a comunidade eclesial deve fazer.

“A Igreja não é obra de um único trabalhador, de um pregador ou herói solitário. É obra da graça de Deus que conta com muitos colaboradores, com os amigos do Reino, todos aqueles que se deixaram encantar e atrair por Jesus também são enviados para anunciarem o Evangelho”, afirmou o Arcebispo.

Nova evangelização

O Cardeal ressaltou, ainda, que a Igreja vive tempos de “nova evangelização”, de renovação missionária. Por isso, ele enfatizou que não há essa renovação sem a corresponsabilidade de todos na ação evangelizadora. “Hoje, a Igreja continua a chamar e a enviar. Isso requer, de nossa parte, uma mudança de mentalidade”, disse.

“Se vemos a Igreja como aquela realidade aonde vamos para ganhar, receber, para ser beneficiado, estamos compreendendo apenas por um lado. É muito mais. A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus, é a família de Deus. Aqueles que acolhem o Evangelho com fé e são batizados são parte deste povo, desses amigos de Jesus”, salientou Dom Odilo, recordando a imagem da videira e dos ramos, apresentada por Jesus em outro trecho do Evangelho.

“Deus habita esta cidade’

O Cardeal também chamou a atenção para ao Salmo responsorial deste dia (Sl 47), que destaca, no refrão: “Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo”. “Ir ao templo, a Jerusalém, é ir ao encontro de Deus, no lugar onde sua glória, seus prodígios e seu amor se manifestam”.

Nesse salmo também está o versículo que inspirou o lema adotado pela Arquidiocese de São Paulo na celebração do seu centenário, em 2008, e no sínodo arquidiocesano – “Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!”

“Essa expressão vale para todas as nossas cidades. Deveríamos afirmar isso como convicção de fé e como expressão da nossa missão. Somos testemunhas de Deus nesta cidade e não queremos que nenhuma cidade seja entregue ao diabo. Que Deus seja o Senhor da cidade e que sua presença faça dela mais humana, digna, justa, fraterna, respeitosa”, concluiu o Arcebispo.

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