A dúvida a seguir foi enviada pelo José Pereira, de Brasília (DF). “Padre Cido: na última vez em que me confessei, o padre me perguntou há quanto tempo tinha sido a última Confissão. Eu falei que havia dois meses, mas, na verdade, era apenas um mês. Fiquei com vergonha de falar que tinha pouco tempo. A minha confissão foi válida? Não omiti nenhum pecado…”
Meu irmão, não há motivos para ter vergonha pelo pouco tempo entre uma Confissão e outra. Se isso não for sintoma de um escrúpulo que só complica a vida do crente, tudo bem. Há pessoas que vivem sob o domínio do medo do inferno, do medo do próprio pecado. Isso não é bom. É verdade que nós passamos de uma mentalidade escrupulosa em que tudo era pecado a uma mentalidade exageradamente liberal em que nada é pecado. Temos, porém, de achar o equilíbrio diante dessa realidade.
Antes de cada Confissão, estes elementos são fundamentais: que o penitente faça um exame de consciência tranquilo e minucioso, capaz de apontar as causas de seus pecados; que tenha um arrependimento verdadeiro e não apenas um sentimento de culpa doentio; que confesse os pecados sem a necessidade de contar a história de cada um deles; que o padre, em nome da Santíssima Trindade, dê a absolvição; e, finalmente, que o penitente cumpra a penitência que for indicada pelo padre.
Coragem, José Pereira. Se você foi sincero ao falar de seus pecados, sim, a Confissão foi válida, mas da próxima vez não tenha medo de dizer há quanto tempo você se confessou. Isso vai ajudar o padre a orientá-lo melhor na vida espiritual. Fique com Deus!




