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Festival Halleluya transforma a Praça da Sé em ponto de encontro da juventude e da fé

Evento promovido pela Comunidade Shalom reuniu milhares de jovens e famílias em dois dias música, oração, solidariedade e evangelização

Festival Halleluya transforma a Praça da Sé em ponto de encontro da juventude e da fé - Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Praça da Sé, Marco Zero da capital paulista, transformou-se em um grande espaço de evangelização no sábado, 6, e no domingo, 7, durante a 8ª edição do Festival Halleluya São Paulo. Promovido pela Comunidade Católica Shalom, o evento aconteceu pela primeira vez diante da Catedral Metropolitana e reuniu 18 mil pessoas ao longo dos dois dias de programação, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de evangelização juvenil da Arquidiocese de São Paulo. 

Segundo a organização, o festival recebeu aproximadamente 5,1 mil participantes no sábado e 12,9 mil no domingo. O público, formado majoritariamente por jovens, lotou a Praça da Sé e a Catedral, especialmente durante a celebração eucarística de abertura do segundo dia, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo. 

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NOVO ENDEREÇO 

Esta edição do evento foi marcada por novidades. Além da ampliação para dois dias de programação, o evento deixou o Largo da Batata, em Pinheiros, onde ocorreu nos últimos anos, para ocupar um dos espaços mais simbólicos da capital paulista. 

A mudança representou mais do que uma alteração logística. Para os organizadores, significou um aprofundamento da identidade evangelizadora do festival, estreitando ainda mais os laços com a Igreja local e reforçando a missão de anunciar Jesus Cristo no centro da maior metrópole da América Latina. 

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“Para nós, é a experiência de sermos abraçados pela Igreja”, afirmou Breno Dias, responsável pela missão da Comunidade Shalom no estado de São Paulo. Segundo ele, realizar o evento diante da Catedral da Sé, Igreja-mãe da Arquidiocese, expressa a alegria de evangelizar em comunhão com toda a Igreja. 

“Quando unimos as nossas mãos e arregaçamos as mangas juntos, a evangelização flui mais. Sozinhos podemos ir mais rápido, mas juntos vamos mais longe”, destacou, recordando uma frase frequentemente utilizada por Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom. 

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DEUS HABITA ESTA CIDADE 

O tema desta edição foi “Deus habita esta cidade”, inspirado no lema pastoral amplamente difundido pela Arquidiocese. A proposta procurou recordar aos participantes que Deus permanece presente e atuante na vida da cidade, mesmo diante dos desafios próprios de uma grande metrópole. 

“Precisamos declarar ao povo de São Paulo que Deus habita esta cidade”, explicou Breno Dias. “Muitas vezes, olhamos para esta grande selva de pedra e enxergamos apenas o cansaço, a violência, a falta de esperança. Afirmar que Deus habita esta cidade, porém, é proclamar o senhorio de Cristo sobre a nossa história e recordar que existe paz em São Paulo quando abrimos espaço para a presença de Deus.” 

A escolha da Praça da Sé reforçou ainda mais esse significado. Situada próxima ao Pateo do Collegio, local ligado ao nascimento da cidade e à ação missionária de São José de Anchieta, a região tornou-se, durante o festival, um sinal visível da continuidade da missão evangelizadora da Igreja. 

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MÚSICA, ORAÇÃO E ENCONTRO 

A programação contou com apresentações de nomes conhecidos da música católica, como Rosa de Saron, Adoração e Vida, Guilherme de Sá, Juninho Cassimiro, Fraternidade São João Paulo II, Banda Arkanjos, Yuri Costa, Missionário Shalom, Laura Salvador e Colo de Deus. 

Mais do que um festival musical, porém, o Halleluya manteve sua característica principal: proporcionar aos participantes uma experiência de encontro pessoal com Jesus Cristo. 

Nos dois dias, a programação foi aberta com a celebração da missa na Catedral da Sé. Ao longo do evento, sacerdotes permaneceram disponíveis para o sacramento da Reconciliação no tradicional Espaço da Misericórdia, enquanto missionários acolhiam os participantes para momentos de escuta, aconselhamento e oração. 

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AMIGOS DE CRISTO 

Durante sua saudação aos participantes no domingo, o Cardeal Scherer incentivou os jovens a aprofundarem sua amizade com Cristo e a compartilharem essa experiência com outras pessoas. 

Recordando o Evangelho proclamado na liturgia do dia, Dom Odilo mencionou o chamado de Levi por Jesus e destacou que, após encontrar o Senhor, ele convidou seus amigos para também conhecê-Lo. “Vocês já conheceram Jesus? Então conheçam mais e mais Jesus. Levem seus amigos para também conhecerem Jesus”, exortou o Arcebispo. 

O Cardeal também agradeceu à Comunidade Shalom pela realização do festival e manifestou o desejo de que a iniciativa continue a acontecer na Praça da Sé nos próximos anos. 

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SEMENTES E FRUTOS 

Ao longo de suas oito edições em São Paulo, o Festival Halleluya tem acumulado inúmeros testemunhos de transformação de vidas. Segundo Breno Dias, muitos desses frutos nem sempre podem ser mensurados imediatamente, mas se revelam ao longo do tempo. 

Entre os relatos recebidos pela comunidade estão jovens que descobriram sua vocação religiosa após participarem do evento, pessoas que retomaram a vida sacramental e até casos de participantes que receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã depois de um primeiro contato com a Igreja durante o festival. 

“Já tivemos jovens que passaram pelo Halleluya e hoje são catequistas em suas paróquias, participam de grupos de jovens ou integram pastorais. Nós semeamos; Deus faz frutificar”, afirmou. 

Para o missionário, o principal desafio da evangelização em São Paulo continua sendo ajudar as pessoas a reconhecerem que a sede mais profunda do coração humano só encontra resposta em Deus. “O homem procura preencher seus vazios em muitas realidades, mas o que ele busca tem um nome e um rosto: Jesus Cristo”, observou. 

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CARIDADE 

Além da evangelização, o festival também promoveu um gesto concreto de solidariedade. Conforme incentivado por Dom Odilo, os participantes foram convidados a doar 1kg de alimento não perecível, destinado posteriormente ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Ao final dos dois dias, a Praça da Sé tornou-se novamente aquilo que sempre foi chamada a ser: um lugar de encontro, desta vez entre uma multidão de jovens e famílias com Aquele que continua habitando a cidade e chamando cada pessoa a renovar sua esperança. 

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