Igreja Católica terá representantes em conselho municipal de liberdade religiosa

Eleição dos conselheiros aconteceu em junho. Eles devem tomar posse ainda este mês, em data a ser definida

Conselheiros eleitos para o Complir (foto: Prefeitura de São Paulo)

Instituído pela Lei 17.463/2020, o Conselho Municipal de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa (Complir) já tem definido os nomes de seus conselheiros para o mandato de 2022 a 2024.

A eleição para as três vagas da sociedade civil organizada no Conselho, bem como das sete vagas destinadas aos segmentos religiosos, ateus, agnósticos e grupos tradicionais foi realizada em 5 de junho, pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

A posse dos 20 eleitos (10 titulares e 10 suplentes) deve ocorrer nas próximas semanas, possivelmente ainda neste mês de julho.

O poder público municipal também fará parte da composição do Complir, representado por 11 integrantes de secretarias municipais, totalizando 22 conselheiros, entre titulares e suplentes.

Representação da Igreja Católica

A Mitra Arquidiocesana de São Paulo é a representação da Igreja Católica no Complir. Para este primeiro mandato, foi eleita como representante titular a senhora Sueli Maria de Lima Camargo, atual coordenadora da Pastoral do Menor; e como suplente o Frei José Maria Mohomed Junior, que entre outras atribuições na Arquidiocese é Coordenador de Pastoral da Região Episcopal Ipiranga.

Ainda no segmento religioso, foram eleitos para o Complir representantes do candomblé, da umbanda, do espiritismo, do xamanismo, das igrejas evangélicas e do budismo.

Das três representações da sociedade civil organizada, uma delas é de uma entidade católica: a Associação Aliança de Misericórdia, cujo senhor Roberto Aparecido será o titular, tendo como suplente o senhor Ricardo Soares Silva.

ATRIBUIÇÕES DO COMPLIR

O Complir é responsável por fiscalizar, observar e acompanhar denúncias de crimes de intolerância religiosa na cidade de São Paulo.

Além disso, participa da elaboração de políticas públicas que garantam o direito de escolher a religião que preferir, de segui-la livremente e até mesmo de não professar credo religioso.

OS NÚMEROS DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

De acordo com levantamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2021 foram registradas 586 denúncias de intolerância religiosa, correspondendo a um aumento de 114%, em comparação ao ano anterior.

Na cidade de São Paulo, os casos de intolerância religiosa e racismo podem ser denunciados nos oito Centros de Referência de Promoção da Igualdade Racial, equipamentos localizados em todas as macrorregiões da cidade de São Paulo.

As denúncias também podem ser feitas pelo serviço municipal SP156, tanto pelos canais virtuais como por telefone.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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