Monges beneditinos celebram seus santos fundadores

Na homilia, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa frisou a proposta de Jesus para que todos sejam servidores uns dos outros, de modo generoso e gratuito

Arquivo paroquia

Os monges beneditinos vallombrosanos, presentes em Pirituba desde 1949, celebraram, nos dias 11 e 12, na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, Setor Pastoral Pirituba, os seus santos fundadores, São Bento e São João Gualberto, em missas com a participação presencial dos fiéis e, também, transmitidas on-line.

No dia 11, na memória litúrgica de São Bento, a missa foi presidida por Dom José Benedito Cardoso, tendo entre os concelebrantes o Prior do Mosteiro de São João Gualberto, Dom Robson Medeiros Alves, OSB.

Na homilia, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa frisou a proposta de Jesus para que todos sejam servidores uns dos outros, de modo generoso e gratuito. Sobre o Santo, Dom José ressaltou que “São Bento soube, no seu tempo, na sua realidade, compreender do Cristo como ser uma luz para o povo”.

No dia 12, na memória de São João Gualberto, fundador da congregação Vallombrosana da Ordem de São Bento, a Eucaristia foi presidida por Dom Robson Medeiros Alves, OSB, tendo entre os concelebrantes o Vice-Prior, Dom Rafael Vasconcelos de Oliveira, OSB.

Participaram da missa membros do batalhão da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, representados pelo Coronel PM Paulo Augusto Leite Motooka e demais policiais que atuam no combate a crimes ambientais e na preservação da fauna e flora do estado, e membros do Instituto de Pesquisas Florestais, dos quais São João Gualberto é o celeste patrono.

São João Gualberto, conhecido como o “Herói do Perdão”, nasceu em 995, e, após perdoar o assassino do próprio irmão, tornou-se monge beneditino, sendo o responsável por uma grande reforma dos beneditinos e por seu zelo e defesa da fé contra as heresias do Nicolaísmo e da simonia. O Santo fundou diversos mosteiros, inclusive o de Passignano, na Umbria, onde morreu no dia 12 de julho de 1073.

Nos séculos seguintes, os monges se especializaram em botânica, tanto assim que foram convidados para fundar a cátedra de botânica na célebre Universidade de Pavia. Enquanto isso, as de Pádua, de Roma e de Londres buscavam naqueles mosteiros os seus mais capacitados mestres no assunto.

Durante o pontificado de Pio XII, em 1951, São João Gualberto foi proclamado patrono dos guardas florestais. Em 1956, uma imagem do Santo, doada em nome dos florestais da Itália pelo ministério da Agricultura e Florestas, Academia Italiana de Ciências Florestais, prefeitura de Florença e Congregação Vallombrosana da Ordem de São Bento, foi solenemente entronizada no Horto Florestal (Parque Estadual Alberto Löfgren), na zona Norte da capital paulista. Em 1957, o Papa declarou, a pedido do Cardeal Motta, então Arcebispo Metropolitano, São João Gualberto como patrono dos guardas florestais do estado de São Paulo.

(Colaborou: Irmão Matias Moraes, OSB)

(Por Benigno Naveira – Colaborador de comunicação na Região)

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