‘Que Deus nos ajude a produzir os frutos da vida cristã e a realizar bem a nossa oração’

(Foto: Bruno Melo)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu, na capela da sua residência, a missa desta terça-feira, 23, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.  

Nesta data, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Policarpo, discípulo dos Apóstolos e Bispo de Esmirna, no século II. Segundo a tradição, ele deu hospedagem a Santo Inácio de Antioquia e esteve em Roma para tratar com o Papa Aniceto da questão relativa à data da Páscoa. Sofreu o martírio por volta do ano 155, sendo queimado vivo no estádio da cidade.

“São Policarpo foi uma grande testemunha do Evangelho em meio às perseguições e deu um grande exemplo de fidelidade e perseverança na fé a Jesus Cristo. Por sua intercessão, peçamos também nós esta graça”, destacou Dom Odilo, no início da celebração.

Oração do Senhor

No Evangelho do dia (Mt 6,7-15), Jesus dá recomendações sobre a oração e ensina os discípulos a rezarem o Pai-Nosso. “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras”, disse o Senhor.

Na homilia, o Cardeal Scherer enfatizou que o modo cristão de orar não consiste em buscar convencer a Deus por meio de muitas palavras e, por isso, Jesus ensina os discípulos a reconhecerem Deus como Pai na oração. “O Pai é misericordioso e está pronto a ouvir os filhos quando se dirigem a Ele confiantes e com humildade”, acrescentou.

O Arcebispo continuou a meditação reforçando que o cristão deve se dirigir a Deus com a atitude de filhos e não de estranhos. “Os filhos têm proximidade com o Pai, podem lhe falar sobre tudo”, afirmou.

“Durante a Quaresma, somos chamados a rezar mais e melhor. A prática da oração é um dos exercícios quaresmais e, por isso, podemos fazer uma avaliação da nossa oração. Como rezamos? Será que nossa oração é conforme Jesus nos ensinou?”, indagou Dom Odilo, recordando que a grande oração do cristão é a Eucaristia, mas também há muitas outras formas de se dirigir a Deus, inclusive, de maneira espontânea.

Frutos

Já a primeira leitura (Is 55,10-11) destaca outro aspecto quaresmal, quando o profeta Isaías recorda que a vida de fé deve produzir frutos. “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca, não voltará para mim vazia”, diz o texto.

Que terra nós somos para a colher a boa semente da Palavra. “Deus espera nós os frutos da vida cristã, da fé, da virtude, da conversão, enfim, do nosso testemunho de adesão a Jesus Cristo e ao Evangelho”, enfatizou o Arcebispo.

“Peçamos a Deus que nos ajude a produzir os frutos da vida cristã e a realizar bem a nossa oração”, concluiu o Cardeal.

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