‘Sejamos discípulos de Cristo para aprendermos a discernir o que realmente vem de Deus’

Cardeal Odilo Scherer (foto: Bruno Melo/arquivo)

Na missa da quinta-feira, 5, o Cardeal Odilo Pedro Scherer alertou para o perigo de o cristão querer ser maior que o mestre e agir movido por pensamentos que não correspondem à vontade de Deus.

O Arcebispo de São Paulo presidiu a Eucaristia na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória da Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior. Localizada em Roma, essa Igreja é a mais antiga do Ocidente dedicada à Nossa Senhora. Foi construída após o Concílio de Éfeso (431), no qual a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus.

Água no deserto

A primeira leitura do dia (Nm 20,1-13) continua a narrar a murmuração do povo hebreu durante a travessia do deserto rumo à terra prometida. Eles questionavam se, de fato, Deus estava no meio deles. Com sede, o povo foi saciado com a água jorrada de uma rocha.

Na homilia, Dom Odilo destacou que essa rocha da qual jorrou água é uma imagem da rocha que é Cristo. “Moisés bateu na rocha com sua vara e dela saiu água para matar a sede do povo e dos animais. Jesus, teve seu lado perfurado e, dele, saíram sangue e água”, enfatizou o Cardeal, recordando que os santos padres da Igreja ensinam que o sangue e a água jorrados do coração de Jesus são imagem da graça de Deus derramada sobre seus filhos. 

‘Tu és Pedro’

O Evangelho (Mt 16,13-23) narra a passagem na qual, após ser indagado por Jesus, Pedro professa a fé no Messias, Filho de Deus. O Senhor então, proclama: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

Em seguida, quando Jesus anuncia sua paixão aos, Pedro o repreende e afirma que isso jamais aconteceria. O Senhor, porém, diz-lhe: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

O Cardeal ressaltou que, se, por um lado, Jesus reconheceu na profissão de fé de Pedro uma inspiração divina, por outro, o Senhor viu na tentativa do Apóstolo de impedir sua paixão, uma tentação movida pelo maligno.

“Pedro esqueceu o seu lugar de discípulo, quis tomar o lugar do mestre  e impedi-lo de cumprir a sua missão”, destacou o Arcebispo, recordando que a vida humana é marcada por contradições e, por isso, o cristão jamais pode esquecer é um discípulo e deve aprender a discernir o que realmente vem de Deus.  

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