Ser coroinha: chance para se familiarizar com a liturgia e para o despertar vocacional

Coroinhas, cerimoniários e acólitos da Arquidiocese participaram de live com o Cardeal Scherer, no sábado, 14

O desejo comum era de que todos estivessem juntos na sacristia da Catedral da Sé antes da missa, dialogassem sobre como ajudam a servir o altar e, ao término da celebração, se unissem para a tradicional foto nas escadarias em frente à Praça da Sé. No entanto, em razão da pandemia de COVID-19, esta missa, que sempre acontece na proximidade da memória litúrgica de São Tarcísio, 15 de agosto, padroeiro dos coroinhas, não aconteceu.

Em seu lugar, porém, a Pastoral Vocacional da Arquidiocese de São Paulo realizou no sábado, 14, uma live com a participação do Cardeal Odilo Pedro Scherer e do Padre Tarcísio Mesquita, Coordenador do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, mediada pelo Padre José Carlos dos Anjos, Promotor Vocacional da Arquidiocese de São Paulo, com a participação on-line de coroinhas, cerimoniários e acólitos não instituídos, bem como de seus formadores nas diferentes paróquias.   

“Você estão tendo uma ocasião bonita para se familiarizar com as coisas da Igreja, ajudando perto do altar, o que é uma honra, uma alegria e, ao mesmo tempo, um serviço”, disse o Arcebispo Metropolitano no começo do encontro, pedindo a todos que continuem a manter os cuidados para não se contagiar com o coronavírus.

Antoninho da Rocha Marmo

Dom Odilo apresentou aos jovens o testemunho de fé do Servo de Deus Antoninho da Rocha Marmo, que nasceu na capital paulista em 1918 e morreu com apenas 12 anos de idade, em 1930, vítima de tuberculose, em um hospital em São José dos Campos (SP).

“Ele era um menino de muita fé, rezava muito, tinha grande amor à missa, à Eucaristia e, em casa, brincava de rezar a missa. E fazia isso com tanto fervor que parecia mesmo um padre na missa. Além disso, amava o próximo, sabia que existiam outras crianças doentes e que não encontravam hospitais para serem cuidadas. Diante disso, ele queria que fosse construído um hospital para as crianças e assim foi feito, lá em São José dos Campos, e que hoje leva o nome de Antoninho da Rocha Marmo”, recordou o Arcebispo Metropolitano.

O processo de beatificação de Antoninho já tramita na Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, e, por isso, se tem pedido aos fiéis que rezem pela intercessão deste Servo de Deus. Segundo Dom Odilo, folders com a oração pela graça da beatificação de Antoninho passarão a ser distribuídos de modo mais intenso nas igrejas da Arquidiocese.

São Tarcísio

O padroeiro dos coroinhas, São Tarcísio, também foi recordado durante a live pelo Padre Tarcísio Mesquita. Ele lembrou que o Santo, que auxiliava o Papa Sisto II nas celebrações, foi martirizado em 15 de agosto do ano de 257, em Roma, aos 12 anos de idade, quando tentava levar a Eucaristia a outros cristãos perseguidos e que estavam presos.

São Tarcísio foi morto a chutes e pedradas por se recusar a entregar a Eucaristia que carregava em segredo. “Quando lhe reviraram o corpo, os assaltantes não puderam encontrar nem sinal do sacramento de Cristo, nem em suas mãos, nem por entre as vestes”, consta no Martirológio Romano a respeito deste Santo.

“Este amor pela Eucaristia, tão marcante na vida de São Tarcísio, se torna, na história da Igreja, um referencial de amor e de respeito à Eucaristia. Esse amor foi se desenvolvendo, se multiplicando no coração dele, e foi por causa disso que ele entregou a sua vida em prol da fé”, destacou Padre Tarcísio, pedindo às crianças e jovens que servem o altar que peçam em suas orações pela intercessão do Santo, a fim de que todos na Igreja, reunidos em torno da Eucaristia, formem uma comunidade unida e atuante.

Despertar vocacional

Respondendo a perguntas feitas por coroinhas na live, Dom Odilo recordou que quando tinha perto dos 10 anos de idade foi coroinha, uma experiência marcante para sua vida de fé. Ele pediu que os meninos e meninas que ajudam a servir o altar colaborem para atrair mais crianças e jovens para a Catequese: “Esse também é um trabalho pastoral de seu apostolado”.

Padre Tarcísio também lembrou que foi coroinha quando criança e que a partir dessa atividade teve a certeza do chamado de Deus para o sacerdócio: “O próprio fato de a pessoa servir o altar pode levá-la a querer se dedicar à vida de padre, de religioso, de religiosa”, observou, destacando que não se deve esperar se sentir completamente preparado para uma vocação, mas, sim, se abrir à vontade de Deus. “Quando entrei no seminário, o reitor me repetia uma frase: ‘Se tu não és chamado, faça-te chamado’. E isso marcou minha vida, pois a gente se faz para aquilo que amamos.”

E este amor pelo serviço do altar foi expresso por alguns dos que interagiram na live, como Karina Alves, da Paróquia Nossa Senhora da Penha, na Região Santana: “Eu amo ser coroinha. Para mim é uma bênção, um chamado de Deus. Eu disse sim para ser coroinha e para ser catequista”.

Na conclusão do encontro, o Padre José Carlos lembrou que o Centro Vocacional Arquidiocesano (CVA) está preparado para ajudar no discernimento de meninos e meninas que queiram se consagrar a Deus. O telefone do CVA é o (11) 3104-1795, mas se recomenda que primeiro falem com o padre de sua paróquia: “Coroinha, continue servindo a Deus, esteja sempre próximo à mesa do Senhor, ao altar, e tenha a certeza de que o nosso Deus ama aquele que serve com alegria”, concluiu.

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