A dor do Papa pela “ação desumana” contra as estudantes no Afeganistão

Francisco condena o atentado que atingiu tantas estudantes em Cabul, massacradas por três explosões planejadas para fazer o maior número possível de vítimas. A violência contra as mulheres e a educação está de volta ao Afeganistão e o Papa reza por cada uma delas e suas famílias

AFP or licensors

“Rezemos pelas vítimas do atentado terrorista ocorrido ontem em Cabul”: este é o convite, após o Regina Coeli do Papa Francisco que falou de “uma ação desumana” lembrando que ontem tantas meninas foram mortas ao saírem da escola. Ele assegurou sua proximidade: “Rezemos por cada uma delas e por suas famílias”. E acrescentou: “Que Deus conceda a paz ao Afeganistão”.

Pelo menos 50 pessoas perderam suas vidas em explosões em uma escola feminina no oeste de Cabul. Esta manhã o porta-voz do Ministério do Interior deu uma atualização sobre o número inicial de 30 vítimas, especificando que duas outras bombas foram detonadas após a primeira: as estudantes, assustadas pela improvisa explosão, fugiram do edifício em pânico e foram mortas pelas bombas sucessivas.

Em março passado, três jornalistas foram mortas justamente porque eram mulheres: os extremistas não suportam a ideia de que elas trabalhem como repórteres.

Um massacre planejado mas não reivindicado

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade. Um porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, negou o envolvimento do grupo no massacre, argumentando que tal massacre de civis só pode ser obra do autodenominado Estado islâmico. O presidente afegão Ashraf Ghani, entretanto, acusou os Talibãs de serem os responsáveis pela escalada da violência no país: “Eles demostram – disse ele – que não têm interesse em uma solução pacífica para a crise atual”. O objetivo e o horário foram escolhidos precisamente para maximizar o número de vítimas: as estudantes estavam deixando a escola, e os residentes estavam nas ruas fazendo compras para o feriado muçulmano de Eid al-Fitr, que na próxima semana marcará o fim do mês de jejum do Ramadã.

(Com informações de Vatican News)

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