
Milhares de fiéis se reuniram na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, neste domingo, 12, para rezar o Angelus com o Papa Leão XIV. Na alocução que precedeu a oração mariana, o Pontífice fez uma reflexão sobre a parábola do semeador, contida no Evangelho do 15º Domingo do Tempo Comum, afirmando que esta passagem “descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós”.
Descrevendo a parábola, o Papa explicou que o “próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto. É verdade que Ele, às vezes, encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então desencadeiam-se milagres de amor capazes de mudar tudo, como certamente também nós já experimentamos na nossa vida”. E acrescentou, “por isso, o Pai não desiste de semear, porque sabe que o poder do seu amor é mais forte do que a nossa fraqueza.”
ACOLHER A GRAÇA

Em seguida, o Santo Padre sublinhou a confiança inabalável de Deus em cada ser humano. Citando São João Crisóstomo, Leão XIV explicou que aquilo que pareceria irracional para um agricultor, semear em terrenos difíceis, torna-se plenamente compreensível quando se trata do coração humano, capaz de mudar e de acolher a graça divina: “Por isso, o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós próprios, não deixa de acreditar em nós, em quem somos e em quem nos podemos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé.”
Segundo Leão XIV, é precisamente dessa combinação entre a gratuidade com que Deus lança a semente e a disponibilidade com que ela é acolhida que nascem os frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio. “Quanto o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles!”, exclamou.
Por fim, o Papa dirigiu um convite aos fiéis que vivem o período de férias: sem descuidar do descanso e do lazer, encorajou todos a reservar tempo para a escuta, a leitura e a meditação da Palavra de Deus, bem como para momentos de silêncio e oração, para assim retornar “às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus.”




