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Os pedidos e as orações do Papa Leão XIV aos padres

Em agosto, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional. Nesta primeira semana, a comunidade eclesial é chamada a rezar pela vocação dos ministros ordenados, de modo especial pelos sacerdotes, cujo padroeiro, São João Maria Vianney (1786-1859), é celebrado em 4 de agosto, razão pela qual se comemora nesta data o Dia do Padre.

Desde o início de seu pontificado, o Papa Leão XIV tem se mostrado atento às realidades dos padres e lhes exortado à fidelidade a Cristo, à comunhão com a Igreja e ao serviço ao povo de Deus, como destacamos a seguir em trechos de suas mensagens e homilias.

Os pedidos e as orações do Papa Leão XIV aos padres - Jornal O São Paulo
Foto: Vatican Media/Arquivo

Ser amigo do Senhor

“As palavras de Jesus ‘Chamei-vos amigos’ (Jo15,15) não são apenas uma declaração afetuosa aos discípulos, mas uma verdadeira e própria chave de leitura do ministério sacerdotal. Com efeito, o sacerdote é um amigo do Senhor, chamado a viver uma relação pessoal e confidencial com Ele, alimentada pela Palavra, pela celebração dos sacramentos e pela oração cotidiana. Esta amizade com Cristo é o fundamento espiritual do ministério ordenado, o sentido do nosso celibato e a energia do serviço eclesial ao qual dedicamos a vida. Ela sustenta-nos nos momentos de provação e permite-nos renovar a cada dia o ‘sim’ pronunciado no início da nossa vocação”. (Encontro Internacional Sacerdotes Felizes – 26/06/2025)

Permanecer unido a Cristo em tudo

“Na Ordenação, fomos configurados a Cristo, mas é preciso sempre reavivar em nós o dom da graça por meio da celebração diária da Eucaristia, da oração, da meditação da Palavra de Deus e do serviço humilde aos irmãos e irmãs. Permaneçamos unidos a Cristo em tudo: no que fazemos e no que nos acontece diariamente. Então, a santidade, procurada em vão com esforços isolados, revelar-se-á pelo que é: correspondência à graça que nos precede, sustenta e transfigura”.(Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 12/06/2026)

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Sacerdote do clero da Arquidiocese em missa de rua com a Missão Belém (foto: Luciney Martins/ O SÃO PAULO)

Ter a vida orientada à santidade

“Deus convida-nos a participar na sua própria santidade. Quando nos chama a ser santos porque Ele é santo, indica-nos o caminho a seguir: deixarmo-nos moldar segundo o seu Coração. E para nós, caríssimos irmãos [sacerdotes], este chamamento é particularmente radical. O Senhor prometeu: ‘Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos conduzirão com inteligência e sabedoria’ (Jr 3,15). A santidade que nos é pedida é um abandono confiante: deixarmo-nos transformar pelo seu Espírito Santo”. (Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 12/06/2026)

Ser de todos para todos

“A santidade do sacerdote pode, assim, manifestar-se na proximidade humilde e corajosa, no ser de todos e para todos, mantendo aberta a porta do redil para que muitos possam entrar e encontrar pastagem e descanso (cf. Jo 10,9). Por isso, é-nos pedida uma relação com Deus que não nos afaste dos homens, mas nos torne próximos de todos, que molde corações pacientes, com ternura, capazes de proximidade, compaixão e escuta”. (Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 12/06/2026)

Viver a fraternidade presbiteral

“Zelai pela fraternidade presbiteral: procurai-vos, escutai-vos, ajudai-vos uns aos outros. O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos cresce”. (Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 12/06/2026)

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Padres em missa em Burkina Faso (foto: ACN Internacional

Resistir ao que possa desmotivar o sacerdócio

“Nenhum de nós está isento das ciladas que ameaçam a solidez da nossa vida espiritual e a força do nosso ministério.Mas devemos estar atentos porque, além do contexto cultural, a comunhão e a fraternidade entre nós encontram também alguns obstáculos, por assim dizer ‘internos’, que dizem respeito à vida eclesial da Diocese, às relações interpessoais e àquilo que habita no coração, sobretudo aquele sentimento de cansaço que se manifesta quando passamos por dificuldades particulares, porque não nos sentimos compreendidos nem ouvidos, ou por outros motivos”. (Encontro com o Clero da Diocese de Roma – 12/06/2025)

Ser credíveis e exemplares

“Peço-vos com o coração de pai e pastor: esforcemo-nos todos por ser sacerdotes credíveis e exemplares! Estamos conscientes dos limites da nossa natureza e o Senhor conhece-nos profundamente; mas recebemos uma graça extraordinária, foi-nos confiado um tesouro precioso do qual somos ministros, servidores (…) Se juntos procurarmos ser exemplares em uma vida humilde, então conseguiremos exprimir a força renovadora do Evangelho para cada homem e mulher”. (Encontro com o Clero da Diocese de Roma – 12/06/2025)

Não temer as próprias fragilidades

“Deixai-vos plasmar pela graça, acalentai o fogo do Espírito recebido na Ordenação, para que, unidos a Ele, sejais sacramento do amor de Jesus no mundo. Não tenhais medo da vossa fragilidade: o Senhor não procura sacerdotes perfeitos, mas corações humildes, abertos à conversão e prontos a amar como Ele mesmo nos amou”. (Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 27/06/2025)

Ajudar a construir a unidade e a paz

“Em um mundo marcado por crescentes tensões, mesmo no seio das famílias e das comunidades eclesiais, o sacerdote é chamado a promover a reconciliação e a gerar comunhão. Ser construtores de unidade e de paz significa ser pastores capazes de discernimento, hábeis na arte de compor os fragmentos de vida que nos são confiados, para ajudar as pessoas a encontrar a luz do Evangelho no meio das tribulações da existência; significa ser leitores sábios da realidade, indo para além das emoções do momento, dos medos e das modas; significa oferecer propostas pastorais que geram e regeneram a fé, construindo boas relações, laços de solidariedade, comunidades nas quais brilha o estilo da fraternidade. Ser construtores de unidade e de paz não significa impor-se, mas servir”. (Mensagem pelo Dia de Oração pela Santificação do Clero – 27/06/2025)

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Missa do Crisma na Quinta-feira Santa deste ano na Catedral da Sé (foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Descobrir a cultura e as pessoas onde estiver

“Ide e descobri a cultura, as pessoas, a vida! Maravilhai-vos com o que Deus faz crescer sem que nós o tenhamos semeado. Aqueles para quem sereis sacerdotes – fiéis leigos e famílias, jovens e idosos, crianças e doentes – habitam pastagens que deveis conhecer. Algumas vezes, parecer-vos-á que não tendes os mapas. Mas o Bom Pastor possui-os, e é a sua voz, tão familiar, que deveis ouvir”. (Homilia da Missa no Dia Mundial de Oração pelas Vocações – 26/04/2026)

Acolher e permitir ser acolhido

“Para estabelecer esta sintonia com o invisível, é necessário chegar ao lugar para onde somos enviados com simplicidade, honrando o mistério que cada pessoa e comunidade traz consigo. Somos hóspedes: somo-lo enquanto bispos, sacerdotes, religiosas e religiosos, enquanto cristãos. Na verdade, para acolher, temos de aprender a deixar-nos acolher (…) É necessário chegar aonde se formam as novas narrativas e paradigmas, alcançar com a Palavra de Jesus os núcleos mais profundos da alma das cidades”. (Homilia da Missa do Crisma com o Clero de Roma – 02/04/2026)

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SENHOR JESUS, BOM PASTOR E COMPANHEIRO DE CAMINHADA, HOJE COLOCAMOS NAS TUAS MÃOS TODOS OS SACERDOTES, ESPECIALMENTE OS QUE ATRAVESSAM MOMENTOS DE CRISE, QUANDO A SOLIDÃO PESA, AS DÚVIDAS OBSCURECEM O CORAÇÃO E O CANSAÇO PARECE MAIS FORTE DO QUE A ESPERANÇA.
(Intenção de Oração do Papa para o mês de abril de 2026)

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