Concluída a reunião do Conselho para a Economia da Santa Sé

O Conselho para a Economia da Santa Sé esteve reunido na quarta-feira, 20, na Casa Pio IV, no Vaticano.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, é um dos membros deste conselho e participou da reunião presencialmente. Alguns outros membros participaram de modo remoto, por videoconferência.

Concluída a reunião do Conselho para a Economia da Santa Sé
Foto: Vatican Media

Conforme o comunicado da sala de imprensa da Santa Sé, a reunião foi voltada para se analisar o balanço financeiro de 2021 e situação econômica geral, com vistas à aprovação pelo Conselho. Houve, ainda, o informe do auditor geral a respeito.

Na ocasião, Dom Nunzio Galantino, Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA) fez uma apresentação quantitativa e qualitativa sobre o patrimônio imobiliário da Santa Sé, destacando suas peculiaridades, sublinhando os esforços para conseguir “uma transparência, eficácia e eficiência cada vez maiores”.

Os conselheiros também tomaram ciência sobre o informa anual do Instituto para Obras da Religião (IOR), apresentado por seu presidente, o senhor Jean-Baptiste de Franssu.

A próxima reunião será realizada em outubro deste ano.

NOVA POLÍTICA DE INVESTIMENTO

A partir de 1º de setembro entrará em vigor uma nova política unitária para os investimentos financeiros da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, que serão disciplinados por uma Política de Investimento.

O anúncio foi feito na terça-feira, 19, pela Secretaria para a Economia (SPE), por meio da Sala de Imprensa vaticana.

O documento, discutido no Conselho para a Economia e com especialistas do setor, foi endereçado aos chefes dos dicastérios da Cúria e aos responsáveis das instituições e entidades ligadas à Santa Sé pelo Prefeito da Secretaria para a Economia, Padre Juan Antonio Guerrero Alves.

"A nova Política de Investimento pretende assegurar que os investimentos sejam destinados a contribuir para um mundo mais justo e sustentável; protejam o valor real do patrimônio próprio da Santa Sé, gerando um retorno suficiente a fim de contribuir de forma sustentável para o financiamento de suas atividades; estejam alinhados com os ensinamentos da Igreja Católica, com exclusões específicas de investimentos financeiros que contradizem seus princípios fundamentais, tais como a santidade da vida ou a dignidade do ser humano ou o bem comum”, consta em um dos trechos do comunicado.

Por esta razão, prossegue o documento, é importante que estes investimentos "sejam destinados a atividades financeiras de natureza produtiva, excluindo as de natureza especulativa, e, sobretudo, sejam guiados pelo princípio de que a escolha de investir em um lugar e não em outro, em um setor produtivo e não em outro, é sempre uma escolha moral e cultural".

Tal política foi aprovada ad experimentum por 5 anos e entrará em vigor em 1º de setembro próximo, com um período de moratória para se adaptar aos critérios propostos.

O comunicado também explica como a nova política de investimento será implementada: "As instituições curiais terão que confiar seus investimentos financeiros à APSA, transferindo sua própria liquidez a ser investida – ou seus próprios títulos depositados em bancos estrangeiros ou no próprio IOR – para a conta da APSA criada no IOR para este fim. A APSA, como instituição que administra o patrimônio da Santa Sé, estabelecerá um fundo único para a Santa Sé, no qual confluirão os investimentos nos diversos instrumentos financeiros e terá uma conta para cada instituição, processando os relatórios e pagando os rendimentos".

Por fim, o comunicado faz referência ao novo Comitê de Investimentos, instituído com a Praedicate Evangelium. Este Comitê "realizará – por meio da APSA – as consultas apropriadas visando a implementação da estratégia de investimento e avaliará a adequação das escolhas, com particular atenção à conformidade dos investimentos feitos com os princípios da Doutrina Social da Igreja, assim como com os parâmetros de rendimento e de risco segundo a Política de Investimento".

Fonte: Vatican News

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