
Apenas uma semana depois do anúncio de que teria de se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo do pulmão, o Papa Leão XIV rezou novamente a oração do Angelus no Vaticano. No domingo, 18, ele agradeceu a todos pelas orações e mensagens de apoio recebidas, bem como aos profissionais de saúde do Hospital Policlínico Agostino Gemelli, onde ficou internado entre os dias 13 e 17.
“Superada essa fase delicada, como vocês sabem, agora retomo gradualmente as minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e a suas orações”, declarou o Pontífice.
“Desejo agradecer a todos aqueles que nestes dias rezaram por mim. Senti, de verdade, o apoio de vocês. Obrigado!” O Santo Padre afirmou ainda: “Essa experiência me fez provar de modo particular a proximidade com aqueles que estão doentes e em condição de enfermidade.”
Segundo informações divulgadas pelo Vaticano, o Papa foi diagnosticado com um “adenocarcinoma”, um dos tipos mais comuns de câncer de pulmão. A cirurgia removeu por completo a parte do pulmão direito afetada pela doença. De acordo com os médicos, o tumor foi encontrado por acaso, após exames de rotina, e foi detectado em um ótimo momento.
O Papa deve continuar sendo supervisionado com exames, mas, segundo os médicos, ele seguiu as indicações de forma exemplar, permitindo que fosse abreviado o tempo de internação previsto de uma semana. Ele continua sua recuperação no Palácio Apostólico do Vaticano.
Viagem à América Latina está mantida

Em entrevista ao site Vatican News, o médico responsável pelo departamento de cirurgia torácica do hospital Gemelli, Dr. Stefano Margaritora, afirmou que “não há motivos clínicos” para cancelar a viagem do Papa prevista para a América Latina. Entre 6 e 17 de novembro, a agenda de Leão XIV prevê sua visita apostólica à Argentina, ao Peru e ao Uruguai.
“Globalmente, as suas condições são boas”, declarou o médico. Ele explicou que a operação realizada é bastante comum em casos como o do Papa. O normal é que o período de recuperação seja de, ao menos, duas semanas. Contando um episódio curioso, o Dr. Margaritora disse que, quando o Papa já conseguia se levantar e caminhar, organizou-se uma sala para que pudesse celebrar a missa. “No segundo dia após a cirurgia, viramo-nos e ele estava arrumando as cadeiras na capela”, recordou o médico. “Nós dissemos a ele: ‘Santo Padre, estamos aqui’. E ele: ‘Não importa, eu consigo fazer isso, vou fazer’. Então, o que posso dizer? Ele foi realmente um paciente absolutamente exemplar




