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Leão XIV anuncia que fará cirurgia para retirar um nódulo no pulmão

O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus do domingo, 11, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão.

“Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir. E então, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo”, explicou.

A intervenção já está programada para os próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.

Leão XIV agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, “pela proximidade espiritual”. “Confio-me às suas orações! Bom domingo!”, concluiu o Papa.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu “que a intervenção está prevista para os primeiros dias da próxima semana e que o período previsto de internação pós-operatória é de cerca de uma semana”.

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NÃO DESANIMAR PELO BEM NÃO COMPREENDIDO

“Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.” Com estas palavras, o Papa Leão XIV introduziu sua reflexão antes da oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro.

Ao comentar o Evangelho proposto pela liturgia do dia, da parábola do banquete de casamento preparado por um rei para o seu filho (cf. Mt 22,1-14), o Pontífice recordou que um momento de felicidade desperta naturalmente o desejo de compartilhá-lo. Na passagem evangélica, o pai prepara a festa e convida muitas pessoas, mas encontra respostas muito diferentes daquelas que esperava. Alguns convidados preferem continuar com seus próprios afazeres, enquanto outros chegam a insultar e matar os mensageiros enviados pelo rei.

Leão XIV aproximou a parábola da experiência concreta de cada pessoa e recordou que também nas relações humanas nem tudo aquilo que fazemos encontra acolhida: “Nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, às vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve nos desanimar.”

O rei, porém, não cancela o casamento nem interrompe as celebrações. Diante da recusa dos primeiros convidados, amplia o convite e envia seus servos pelas ruas, para que outras pessoas também possam participar da festa e a alegria dos noivos se torne um dom para todos.

Retomando a interpretação de São Jerônimo, o Santo Padre explicou que o rei representa o Pai do Céu, o noivo é Jesus e a noiva é a Igreja. Entre os protagonistas da parábola, acrescentou, estamos também nós, escolhidos pelo Senhor para compartilhar com Cristo a nossa existência e, com Ele, sermos “portadores de vida”.

As igrejas, as casas e os lugares onde vivemos tornam-se, assim, os espaços deste encontro cotidiano com Cristo, onde Ele continua a declarar o seu amor e a esperar a resposta de cada pessoa: “É lá que o encontramos, revestidos, como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros.”

Na parte final de sua reflexão, Leão XIV voltou o olhar para a forma como essa alegria se manifesta na vida cotidiana, longe de qualquer idealização ou distância da realidade.

“A alegria que anunciamos não é, portanto, artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias.”

Essa alegria, destacou o Papa, é “dom de Deus para a salvação do mundo” e se torna visível justamente no cotidiano, nas relações, nos encontros e nos gestos concretos que aproximam as pessoas umas das outras. Ao concluir, Leão XIV confiou os fiéis à Virgem Maria, pedindo que ela ajude todos a crescer nesta alegria e a anunciá-la “sempre e em toda parte, com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida”.

Fonte: Vatican News

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