No sábado, 20, o Papa Leão XIV realizou visita pastoral a Pavia e Sant’Angelo Lodigiano, norte da Itália. A conclusão foi com a adoração ao Santíssimo Sacramento e a veneração do coração de Santa Francisca Cabrini, na Paróquia de Santo Antônio Abade e Santa Francisca Cabrini, em Sant’Angelo Lodigiano.

Em seu discurso às autoridades civis e religiosas e aos numerosos fiéis presentes, o Papa prestou homenagem a Madre Cabrini, padroeira dos migrantes e primeira santa dos Estados Unidos, que nasceu em 1850, naquela cidadezinha de Sant’Angelo Lodigiano, e faleceu em 1917, em Chicago, cidade natal do Papa Leão XIV.
Madre Francisca Xavier Cabrini, fundadora das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, quando teve que fazer uma escolha decisiva em sua vida, sobre o destino que suas Filhas deveriam seguir para concretizar o carisma da sua missão, pediu orientações ao Papa Leão XIII, cuja resposta foi taxativa: “Não devia ir para o Oriente, mas para o Ocidente, para servir aos milhares de emigrantes italianos na América. Este conselho lhe havia sido dado também pelo então Bispo de Placência, São João Batista Scalabrini.
O MISTÉRIO DA CARIDADE INFINITA
Assim, Madre Cabrini interpretou os sinais dos tempos e compreendeu que seu sonho de ir para a China, imitando São Francisco Xavier, seria para outro lado do mundo, onde, naquele momento, a necessidade era maior, segundo os sinais dos tempos. Partindo de tais “sinais”, o Papa Leao XIV convidou os presentes a olhar para o mundo de hoje, dizendo:
“‘Aquele ‘sinal’, ou seja, o fenômeno migratório, tinha entrado em uma fase diferente, certamente mais complexa, mas não menos capaz de desafiar a Igreja. Se Madre Cabrini estivesse viva hoje, o que a sua alma missionária lhe diria, ou melhor, o que diria o Coração de Cristo ao seu coração de mulher consagrada ao serviço do seu Reino?”
A mesma pergunta lhe teria sido feita pelo Papa Francisco, filho de imigrantes italianos, que dedicou sua terceira e última Encíclica, “Dilexit nos”, ao amor humano e divino do Coração de Cristo”, isto é, ao mistério da caridade infinita, que foi a única e verdadeira “força motriz” da vida de Santa Francisca Cabrini.
CARISMA MISSIONÁRIO A SERVIÇO DOS MIGRANTES
Neste sentido, Leão XIV levou adiante o Magistério do Papa Francisco ao publicar a Exortação Apostólica “Dilexi te” sobre “o amor aos pobres, falando da caridade como modo de acompanhar os migrantes”.
Daí surge a figura de Santa Francisca Xavier Cabrini, como também São João Batista Scalabrini, que dedicou seu coração aos emigrantes, nas favelas, casebres, prisões, minas. Aqui, o Papa Leão XIV perguntou diante da relíquia do coração de Madre Francisca Cabrini: “O que poderia ser mais oportuno do que este carisma missionário, que se coloca ao serviço dos migrantes? Por isso, fez um apelo, sobretudo, aos jovens:
“Conheçam Santa Francisca Cabrini! Leiam os seus escritos, repletos de paixão por Jesus e pela missão; conheçam suas cartas, seus diários de viagem e as anotações dos seus retiros. Quem conhece Madre Cabrini se apaixona por ela; sua alma era contemplativa e ativa e estava imersa no amor do Coração de Cristo, a ponto de dizer: ‘Tudo posso naquele que me fortalece’”.
O Papa concluiu seu discurso com uma exortação: “Com seu exemplo e intercessão, que Santa Cabrini nos ajude a amar a Cristo, a ser testemunhas do seu Evangelho, com diligência e generosidade, a serviço dos mais pobres. Que ela nos ajude a viver uma sinodalidade efetiva, caminhando juntos e buscando a santidade, na variedade de dons e ministérios”.
Fonte: Vatican News




