
No sábado, 4, o Papa Leão XVI realizou uma visita pastoral à Ilha de Lampedusa, ao sul da Itália. Entre encontros com migrantes, visitas a monumentos, orações pelas vítimas das travessias marítimas e a celebração da missa, o Pontífice colocou Lampedusa novamente no centro da atenção no que se refere ao acolhimento daqueles que buscam recomeçar suas vidas em terras estrangeiras.
Na homilia, comentando a parábola do Bom Samaritano, Leão XIV denunciou as múltiplas realidades que alimentam o sofrimento daqueles que migram. Enumerou “o desinteresse pelo bem comum”, “a corrupção”, “um sistema econômico mundial que gera pobreza e exclusão”, “o medo que fomenta preconceitos e desprezo”, os interesses criminosos daqueles que enriquecem com o drama humano e a dificuldade para passar “de uma mera gestão das emergências para a elaboração de políticas orgânicas e compartilhadas”. Tudo isso, disse o Santo Padre, “reproduz o comportamento daqueles que, na parábola evangélica, passam ao largo”.

Por fim, o Pontífice dirigiu um apelo crucial ao continente europeu: pediu que se enfrente a crise migratória por meio de um projeto de longo alcance que seja capaz de “acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e, ao mesmo tempo, trabalhar pelo desenvolvimento, de tal forma que ninguém se veja obrigado a emigrar.”
DESCANSO EM CASTEL GANDOLFO
No domingo, 5, o Papa Leão XIV seguiu para o Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde permanecerá em descanso até o dia 27 de julho. Nesse período, ficam suspensas as Audiências Gerais das quartas-feiras e as audiências privadas.
Ainda assim, Leão XIV manterá alguns compromissos em Castel Gandolfo, entre eles um almoço com pessoas em situação de vulnerabilidade assistidas pela Diocese de Roma, no sábado, 11, e a oração do Angelus aos domingos.



