Câmara aprova legalização dos jogos de azar no Brasil. CNBB é contra a proposta e vai continuar acompanhando tramitação

Câmara aprova legalização dos jogos de azar no Brasil. CNBB é contra a proposta e vai continuar acompanhando tramitação
Paulo Sérgio /Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, no início da madrugada de quinta-feira, 24, o Projeto que legaliza os jogos de azar no Brasil. No dia 1º deste mês, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) havia reiterado posição do episcopado contrária à proposta, chamando atenção ao fato de que “o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares”. 

Com a divulgação do resultado da votação, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou, nesta quinta-feira, o posicionamento da entidade a respeito do tema.  

“A CNBB reitera sua posição contrária a essa iniciativa e continuará acompanhando as próximas etapas dessa tramitação, na firme esperança de que o bom senso e a lucidez consigam reverter essa equivocada decisão”, afirmou.  

No texto divulgado no dia 1º de fevereiro, a Presidência da CNBB chamou atenção para o formato das deliberações no Congresso Nacional por conta da pandemia, “o que na prática limita o debate, camufla as posições e facilita as artimanhas regimentais”.  

Votos favoráveis 

A aprovação do texto-base do projeto na Câmara dos Deputados teve 246 votos a favor e 202 contra. Para a CNBB, o voto favorável ao jogo é, na prática, “um voto de desprezo pela vida, pela família e seus valores fundamentais”.  

Em seu pronunciamento nesta quinta-feira, dom Walmor recordou o compromisso assumido em divulgar os nomes dos parlamentares que votaram favoravelmente à proposta: 

“Cumprindo o que assumimos em nossos pronunciamentos oficiais, indicamos o link da Câmara onde se pode verificar como cada parlamentar votou. É importante, principalmente nesse ano eleitoral, avaliar a posição assumida”, salientou. 

Clique aqui e confira como cada parlamentar votou.

Fonte: CNBB

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