Em uma cerimônia na manhã do sábado, 13, na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Jauru (MT), presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, representante do Papa Leão XIV, ocorreu a beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que dedicou sua vida nesta região do Brasil, durante 30 anos, até ser martirizado em 2001.

Nascido em 3 de março de 1940, em Roma, na Itália, ele foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1966. Em 1971, conheceu a Operação Mato Grosso, e partiu como missionário para o Brasil, vivendo na vila de Jauru (MT), iniciando um fecundo apostolado em favor de toda a população, sustentado pela Eucaristia e a devoção à Virgem Maria.
Em 1976, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Jauru, cuidando pastoralmente de 57 comunidades eclesiais rurais. Ao longo dos anos, criou um dispensário de saúde, um lar para idosos e uma escola.
Em 1987, foi eleito para o Movimento Sacerdotal Mariano, e no ano seguinte nomeado responsável nacional pelo movimento no Brasil.
Também se dedicou em servir aos mais pobres e vítimas de diversas formas de injustiça e opressão, incluindo as pessoas vítimas das redes de prostituição e de tráfico de drogas na fronteira entre o Brasil e Bolívia. Seu trabalho pastoral enfrentou grandes resistências de membros de uma loja maçônica.

DO MARTÍRIO À BEATIFICAÇÃO
Em 11 de fevereiro de 2001, enquanto terminava o jantar com alguns colegas, dois criminosos encapuzados invadiram a casa do Padre Nazareno e o feriram a tiros. Inicialmente, foi socorrido em um hospital em Cuiabá e depois transferido para uma unidade hospitalar em São Paulo, onde faleceu 22 de fevereiro, aos 61 anos, tendo, antes, perdoado seus assassinos.
Apurações posteriores, indicaram que Padre Nazareno foi assassinado em razão do trabalho pastoral que realizava.
Padre Nazareno teve sua morte por ódio à fé reconhecida pela Igreja no dia 14 de abril de 2025, no último martírio promulgado durante o pontificado do Papa Francisco.
Fonte: Dicastério para a Causa dos Santos




