Fiéis e clérigos rendem graças a Deus pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Aos 88 anos, zelo pastoral do Arcebispo Emérito de Salvador foi enaltecido em missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Londrina (PR), tendo entre os concelebrantes o Cardeal Scherer

Fiéis e clérigos rendem graças a Deus pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Jornal O São Paulo
Dom Geraldo Majella Agnelo com bispos concelebrantes da missa pelos 65 anos de sacerdócio (foto: Santuário de Nossa Senhora Aparecida - Londrina)

Centenas de fiéis, autoridades civis, padres e bispos participaram na noite da quarta-feira, 29 de junho, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Arquidiocese de Londrina (PR), da missa em ação de graças pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo. Hoje, aos 88 anos de idade, o Purpurado vive nesta Arquidiocese, onde foi Arcebispo entre anos de 1982 e 1992.

Antes da missa presidida por Dom Geremias Steinmetz, atual Arcebispo de Londrina, amigos e familiares de Dom Geraldo recordaram vivências com o Bispo. Entre os concelebrantes da celebração eucarística estiveram o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo; o Cardeal Sérgio da Rocha, Arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil; e Dom Murilo Krieger, Arcebispo Emérito de Salvador, que sucedeu a Dom Geraldo, que esteve à frente daquela Arquidiocese entre 1999 e 2011.

GRANDE AMOR À IGREJA E FIDELIDADE AO PAPA

Na homilia, Dom Geremias Steinmetz ressaltou que a Palavra de Deus sempre iluminou o sacerdócio e o episcopado do Cardeal Majella Agnelo, que a exemplo do Bom Pastor sempre esteve atento às diferentes realidades dos fiéis, em especial nas periferias geográficas e existenciais.

Após sua reflexão, o Arcebispo de Londrina passou a palavra ao Cardeal Scherer, que prosseguiu a homilia.

“A vida sacerdotal de Dom Geraldo foi marcada sempre por um grande amor à Igreja. E quem teve a graça de conviver com ele, de conhecê-lo de perto, pôde testemunhar suas virtudes de pessoa afável, atenciosa e bondosa. Ele tem a virtude de criar laços de amizade e comunhão entre as pessoas e é capaz de dar atenção a todos com muita paciência”, disse Dom Odilo.

Arcebispo de São Paulo ressaltou, ainda, que Dom Geraldo sempre deu grande testemunho de vida sacerdotal, com especial zelo pela liturgia e irrestrita fidelidade e amor ao Papa.

Fiéis e clérigos rendem graças a Deus pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Jornal O São Paulo

PROXIMIDADE

O Cardeal Scherer recordou, ainda, dos três momentos em que conviveu de modo mais próximo com Dom Geraldo Majella Agnelo.

O primeiro, entre 1978 e 1982, quando Dom Geraldo foi Bispo da Diocese de Toledo (PR), e Dom Odilo era um padre recém-ordenado: “Marcou-me muito a proximidade de Dom Geraldo em relação aos padres, os religiosos, os seminaristas e o povo”.

Um segundo momento de convivência mais próxima foi entre 1994 e 1999, época em que Dom Geraldo era o Arcebispo-secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e Dom Odilo, ainda padre, trabalhava na Congregação para os Bispos: “Dom Geraldo era o ponto comum de referência dos brasileiros que estavam em Roma a serviço do Papa e da universalidade da Igreja”, recordou.

Um terceiro período de proximidade foi na presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre 2003 e 2007, quando Dom Geraldo era Presidente da conferência e Dom Odilo, secretário-geral. “Foi um período marcante da CNBB, pois se tratava de colocar em prática um novo estatuto e um novo regimento, que foram aprovados no ano anterior”, recordou.

“Celebrando hoje os seus 65 anos de ordenação presbiteral de Dom Geraldo e vendo o grande bem que ele realizou a longo de sua vida sacerdotal, podemos também nós, exclamar com ele: ‘Que poderei retribuir ao Senhor por todo o bem que ele me fez?’ E responder com ele: ‘Erguerei, mais uma vez, o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor na confiança de que Deus completará até o fim a boa obra que começou nele pelo exercício de seu ministério sacerdotal’”, concluiu Dom Odilo, desejando que Deus recompense a Dom Geraldo pela longa dedicação à Igreja.

‘ALEGRO-ME EM CELEBRAR 65 ANOS DE VIDA PRESBITERAL’

Na parte final da celebração, um dos cerimoniários leu, ao lado de Dom Geraldo, uma breve mensagem de agradecimento do jubilando:

“O Senhor me constituiu sacerdote em favor da salvação, e hoje me alegro, em celebrar 65 anos de vida presbiteral, servindo a Deus e ao seu povo. Agradeço aos que fazem parte da minha vida e ministério, todos que vieram celebrar comigo este dia de ação de graças, Deus vos abençoe”.

O Cardeal Majella Agnelo recebeu de presente uma imagem de Santa Dulce dos Pobres e foi ainda homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, com o recebimento de uma menção honrosa.

Fiéis e clérigos rendem graças a Deus pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Jornal O São Paulo
Dom Geraldo durante missa (foto: Arquidiocese de Salvador-Arquivo)
BIOGRAFIA
 
- Nascido em Juiz de Fora (MG) em 19 de outubro de 1933, Dom Geraldo é o terceiro filho do casal Antônio Agnelo e Sílvia Spagnolo Agnelo, uma família formada por oito irmãos;
 
- Aos 12 anos de idade, Dom Geraldo iniciou o curso ginasial no Seminário Menor de Santo Antônio, em Juiz de Fora, continuando os estudos em 1948, no Seminário Menor de São Paulo, em Pirapora do Bom Jesus (SP), dirigido pela Ordem dos Premonstratenses (O.Praem);
 
- Em 1951, iniciou o curso de Filosofia no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, na capital paulista. A licença em Filosofia foi obtida anos mais tarde na Faculdade de Filosofia da Universidade de Mogi das Cruzes (SP); De 1954 a 1957, graduou-se em Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, também em São Paulo;
 
- Foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1957, na Catedral da Sé, por Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, Bispo Auxiliar de São Paulo.
 
- Como presbítero recebeu os cargos de Diretor Espiritual e professor no Seminário Santo Cura d’Ars, para vocações adultas, na Freguesia do Ó (1958-1959); Assistente Eclesiástico da Juventude Estudantil Católica Feminina (1959-1960); Notário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo; colaborador na Paróquia Santo Antônio, no bairro da Barra Funda, na Região Sé (1958-1978); Diretor Espiritual do Seminário Filosófico da Arquidiocese de São Paulo em Aparecida (1960-1963); Diretor Espiritual e professor no curso teológico do Seminário Imaculada Conceição do Ipiranga (1964 a 1967). Foi ainda Cônego do Cabido Metropolitano de São Paulo (1964-1978).
 
- Durante sua permanência em Roma junto ao Pontifício Colégio Pio Brasileiro, semanalmente pela Rádio Vaticano, participou do programa para o Brasil intitulado “Liturgia e Vida” (1967-1969). Em Roma colaborou na Paróquia de São Clemente Papa de Montesacro (1967-1969);
 
- Nomeado Bispo da Diocese de Toledo (PR), por São Paulo VI, em 1978, recebeu a ordenação episcopal pela imposição das mãos de Dom Paulo Evaristo Arns em 6 de agosto de 1978 (no dia da morte deste Papa).
 
- Em 27 de outubro de 1982 foi nomeado por São João Paulo II como Arcebispo Metropolitano de Londrina (PR), tomando posse em 28 de outubro de 1983. Neste mesmo assumiu a presidência da Comissão Litúrgica da CNBB, até o ano de 1987. Em 1983, ajudou a criar a Pastoral da Criança com a Dra. Zilda Arns, a partir de trabalhos na cidade de Florestópolis (PR).
 
- Dom Geraldo também foi o membro do Departamento de Liturgia do Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM (1983-1987).
 
- Em abril de 1991, foi eleito Presidente do Departamento de Liturgia do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e, no mesmo ano, em setembro, nomeado por São João Paulo II como secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
 
- Em 3 de junho de 1994, o Santo Padre o nomeou como membro da Pontifícia Comissão para a América Latina; e em 1995 como presidente da Comissão de Liturgia do Grande Jubileu do ano 2000.
 
- Em 13 de janeiro de 1999 foi nomeado por São João Paulo II como Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, onde permaneceu até 2011, quando renunciou em razão de ter alcançado os 75 anos de idade.
 
- Em 21 de fevereiro de 2001, Dom Geraldo Majella Agnelo recebeu o barrete cardinalício, tornando-se Cardeal. Em 19 de maio do mesmo ano, foi nomeado membro da Pontifícia Comissão dos Bens Culturais da Igreja;
 
- Entre 2003 e 2007 presidiu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
 
(Com informações das Arquidioceses de Londrina e de Salvador)

1 comentário em “Fiéis e clérigos rendem graças a Deus pelos 65 anos de sacerdócio do Cardeal Geraldo Majella Agnelo”

  1. Que Deus, nosso pai, abençoe todas as autoridades eclesiais da Igreja Católica Apostólica Romana trabalhando constantemente a espiritualidade cristã no mundo. Amem

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