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Na ExpoCatólica, empresas apresentam tecnologias facilitadoras da evangelização

Na perfeita sincronia do badalar dos sinos, na beleza e durabilidade da imagem sacra, no som sem ruídos que chega à assembleia de fiéis e na maior eficácia da gestão dos recursos financeiros da paróquia há um aspecto cada vez mais comum: o maior uso de tecnologias em favor da evangelização.

Pelos corredores da ExpoCatólica 2026, que será concluída no domingo, 26, com entrada gratuita no Pro Magno Centro de Eventos, na zona Norte de São Paulo, é possível se deparar com algumas destas inovações, como foi verificado pela reportagem do O SÃO PAULO.

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TOTENS DE AUTOATENDIMENTO PAROQUIAL

A Cúria On-line do Brasil, empresa de gestão pastoral financeira presente em 70 dioceses no Brasil, apresenta como uma das novidades o totem para autoatendimento, que foi lançado pela empresa no primeiro semestre deste ano.

“Estes totens de autoatendimento têm um sistema próprio e são muito úteis para situações em que a secretaria paroquial está cheia e alguém esteja com pressa precisa fazer uma contribuição ou pagar o dízimo. A pessoa consegue fazer por si com este autoatendimento, selecionando a opção que deseja e pagando por meios digitais próprios – crédito, débito e PIX dinâmico – sem precisar passar pelo agente paroquial”, detalha Rodrigo Sanchez, representante da empresa.

Além do totem, o sistema também pode ser instalado em um tablet. Na feira, estão sendo apresentados outros aplicativos e acessórios, como maquininhas de cartão para festa paroquial e para secretaria paroquial, sendo que esta última permite o recebimento sincronizado de dízimos e coletas.

“Também temos o ‘Cúria Zap’, um aplicativo para autoatendimento via chatbot para as paróquias, a fim de facilitar a contribuição dos fiéis ou para um contato mais rápido com a paróquia”.

SONS MAIS LEVES E POTENTES

Já a empresa AuraVox, especializada no fornecimento e instalação de sistemas de áudio para igrejas, apresenta na ExpoCatólica o sistema de caixa de som em formato de coluna, com alto-falantes em neodímeo – mais leves do que os tradicionais feitos com imãs de ferrite – além de mais potentes.

“A solução mais inovadora é a diferenciação de intensidade na produção do som das caixas. Nós trazemos uma tecnologia que permite instalar menos caixas na igreja do que antes, o que é possível graças à intensidade diferente dos feixes sonoros. Em uma caixa coluna, há alguns alto-falantes na parte inferior que servem de forma adequada quem está sentado mais perto da caixa; na parte do meio, os alto-falantes sonorizam proporcionalmente para quem esteja mais distante do púlpito e os instalados na parte superior chegam ainda mais longe. Quanto menos caixas, menos eco”, explicou Fabrizio Starace, diretor da Auravox.

Fabrizio detalhou que a potência dessa caixa chega a quase 1.000 Watts, bem acima dos 300 Watts das caixas comuns que tenham apenas um alto-falante.

A empresa também comercializa uma mesa de som mais compacta, que agrega quatro amplificadores, conta com dispositivos de anti-microfonia, equalizadores, compressores, evitando, assim, maiores desgastes e gastos com manutenção. Há também um pequeno processador a fim de evitar ecos.

Outra novidade é o processional, uma caixa de som vertical, de peso leve, que pode ser carregada nas costas, com alcance de 400 a 500 metros, ideal para ser usada em procissões, com a possibilidade de outras caixas serem sincronizadas a esta para o caso de procissões maiores.

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IMAGENS SACRAS: PRODUÇÃO EM ESCALA, MAS COM FINALIZAÇÃO HUMANA

Fundada em 1892, no Norte da Itália, e atualmente com atuação em diferentes países da América Latina e da Europa, a empresa Dolfi, especializada em arte sacra em madeira, pela primeira vez participa da ExpoCatólica.

Conforme detalha Matteo Comploi, um dos proprietários, a produção dos itens envolve o uso de avançadas tecnologias customizadas pela empresa, sem abrir mão da sensibilidade humana para o toque final em cada obra.

“A maioria das peças são feitas de madeira de bordo, que é muito boa para pinturas a mão. As peças são inicialmente esculpidas em pantógrafo [máquina usada para a usinagem de peças em escala], mas todo o acabamento, pintura final, é feito a mão. Para uma escultura de 30 centímetros, por exemplo, vão três dias para esculpi-la no maquinário, duas horas para finalizar a mão e mais três dias para pintá-la em detalhes”, explica Matteo.

“Pelo que temos visto aqui na feira, as pessoas procuram por este artigo bem acabado. Estamos na ExpoCatólica pela primeira vez. Penso que há grande demanda por figuras de madeira em um mercado grande como o Brasil”, contou o proprietário da Dolfi. Além de peças em madeira de bordo, algumas são feitas com pasta de madeira e outras com fibras de vidro. A empresa também produz imagens sacras sob demanda para santuários e paróquias.

Para quem ainda não passou pela ExpoCatólica 2026 (https://expocatolica.com.br), muitas outras surpresas podem saltar aos olhos, como a representação de um grande turíbulo (empresa Milagros), imagens de santos feitas de borracha (Procrade), além de uma infinidade de produtos e serviços.

A Arquidiocese de São Paulo está com estande montado na feira, de onde estão sendo transmitidos programas da rádio 9 de Julho e está montada a redação on-line do jornal O SÃO PAULO.

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