‘Levantai-vos e erguei a cabeça!’

28 de novembro de 2021 – 1º Domingo do Advento

No Tempo do Advento, preparamo-nos para a “Chegada” – ou “Parusia” – do Senhor Jesus. Aguardamos o Seu Nascimento em Belém; mas, ao mesmo tempo, alimentamos a expectativa por Sua vinda definitiva, na qual Ele Se manifestará já não como um bebê envolvido em panos, mas “virá sobre as nuvens com grande poder e glória” (Lc 21,27).

São Paulo pede que nos preparemos para “o dia da vinda de nosso Senhor Jesus” com o coração “aumentando e transbordando” de amor (cf. 1Ts 3,12-13). A vigilância pela proximidade da chegada de Cristo é a atitude que marca este tempo. Não podemos ser distraídos nem individualistas, vivendo “cada um por si”… É preciso que estejamos despertos e com as “lâmpadas” repletas do “óleo” do amor a Deus e ao próximo, prontos para quando o Senhor vier. A caridade não pode se apagar ou esfriar! 

O Advento possui a finalidade de aumentar a nossa esperança no Senhor. Uma das armadilhas que mais fazem a caridade esfriar é a falta de confiança em Deus. De fato, se olharmos somente para nossas forças e para os outros homens, talvez caiamos na tentação de desanimar… “Espera em Deus!” (Sl 41,6). Deus nos convida a olhar para Ele e somente n’Ele confiar!

Jeremias prevê o dia em que Jerusalém “terá uma população confiante” e será chamada de “o Senhor é a nossa justiça” (Jr 33,16). Reconhecer que toda a justiça e bondade vem de Deus é um antídoto contra o desânimo. Jesus mostra a atitude que devemos ter ao aguardar a Sua vinda: “Levantai-vos e erguei a cabeça!” (Lc 21,28). “Levantai-vos!”… 

Não ficamos com o olhar baixo e amuado, fixo somente nas dificuldades e nos mil problemas que enfrentamos no trabalho, na família, na política, na Igreja… Também não podemos nos entorpecer por meio dos prazeres, da diversão e das coisas secundárias. Jesus alerta: “Que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida” (Lc 21,34).

Firmamos a postura com rijeza e olhamos para Deus! Por isso, Cristo é comparado ao “Sol nascente” que “ilumina a quantos jazem entre as trevas” (Lc 1,78-79). A atitude da Igreja, intensificada no Advento, consiste em esperar, olhando fixamente para o “Oriente”, a  salvação que logo surgirá como a aurora. 

Por isso Cristo ordena: “Erguei a cabeça!”. Não o fazemos por soberba ou porque não reconheçamos os nossos erros, fracassos e pecados, que tanto nos doem. Erguemos a cabeça porque seria um mal a mais se estivéssemos sem esperança! Porque esperamos em Deus e nos alegramos em Deus. Como diz o Salmista: “Eu levanto os meus olhos para os montes, de onde pode vir o meu socorro. Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o Céu e a terra” (Sl 120,1-2). 

O Advento deve ser uma terapia intensiva contra a desesperança, o negativismo, a preguiça e a covardia. O Senhor nos escolheu, Ele nos acompanha, capacita, protege, conduz e salva. Atenção, o Senhor não tarda a chegar! “Levantai-vos e erguei a cabeça!”.

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