Capelão da Itália nas Olimpíadas: “aqui vivemos a Fratelli tutti” e as periferias desaparecem

“Na Vila Olímpica, podemos ver com os próprios olhos o que o Papa Francisco escreve na encíclica Fratelli tutti, reafirmando como o mundo existe para todos”, afirma o capelão da equipe olímpica italiana, Pe. Gionatan De Marco. “As periferias desaparecem e há apenas um centro de gravidade: a alegria de ter realizado o sonho comum de estar aqui!”, acrescenta o atual diretor da Pastoral do Tempo Livre, Turismo e Esporte da Conferência Episcopal Italiana (CEI) que acompanha os atletas em Tóquio.

Reprodução da Internet

Uma cerimônia especial na sexta-feira, 23, abriu oficialmente as Olimpíadas de Tóquio, no Japão. Um Estádio Olímpico, com capacidade para 68 mil pessoas, mas sem a presença do público em geral por conta da pandemia da Covid-19 e inclusive com delegações de atletas reduzidas. No desfile, o Brasil chegou a participar com apenas 4 representantes, seguindo o número mínimo exigido pelo Comitê Olímpico, para evitar os riscos de contágio por coronavírus. Já a Itália estava bem representada, com uma animação particular ao se apresentar oficialmente aos Jogos Olímpicos.

A paz em todas as cores do mundo

A maior competição esportiva do planeta, realizada um ano após o previsto e ainda em condições adversas, porém, pretende celebrar a união dos povos protagonizada a partir do acendimento da pira olímpica e da liberação simbólica das pombas da paz. Um clima de fraternidade compartilhado também na vila que hospeda os atletas, numa descrição fiel do que o Papa Francisco fala na encíclica Fratelli tutti, segundo o capelão da equipe olímpica italiana, Pe. Gionatan De Marco. O sacerdote de Tricase, da região da Puglia, é o atual diretor do Departamento Nacional da Conferência Episcopal Italiana (CEI) para a Pastoral do Tempo Livre, Turismo e Esporte e está acompanhando os atletas nas Olimpíadas de Tóquio, de 23 de julho a 8 de agosto.

Em testemunho à agência de notícias Ansa, ele comenta sobre o espírito olímpico presenciado na própria Vila dos Atletas, imediatamente identificado pela avenida alinhada com bandeiras. Um sentimento mais evidente quando se entra no refeitório “e você percebe que faz um banho em todas as cores do mundo”. Cada delegação com o próprio uniforme e as próprias cores, diz o capelão, mas misturados em harmonia em um mar de cores que realçam as diferenças de cada um sem se opor a eles, tornando visível e concreto “o que costumamos comumente chamar de fraternidade”. E Pe. Gionantan acrescenta:

“Aqui, na Vila Olímpica, podemos ver com os nossos próprios olhos o que o Papa Francisco escreve na encíclica Fratelli tutti, reafirmando como o mundo existe para todos, porque todos nós, seres humanos, nascem nesta terra com a mesma dignidade. As diferenças de cor, religião, capacidade, lugar de origem, local de residência e muitas outras não podem ser usadas para justificar os privilégios de alguns às custas dos direitos de todos. Aqui você pode experimentar a beleza de ser único, mas dentro de uma comunidade extraordinária, na qual cada atleta vive a sua experiência olímpica com o direito a sonhar com uma vitória, sentindo de ter todas as possibilidades de subir ao pódio, independentemente de estar vestido com a camisa de um país rico ou de um país pobre. Porque aqui, as periferias desaparecem e há apenas um centro de gravidade: a alegria de ter realizado o sonho comum de estar aqui!”

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