
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, na quinta-feira, 28 de maio, os participantes da Assembleia Plenária do Dicastério para a Evangelização – Seção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo. Entre os presentes estavam Dom Rino Fisichella, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, e o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e membro desse organismo da Santa Sé.
Dirigindo-se aos participantes ao término dos trabalhos da plenária, o Pontífice refletiu sobre os desafios da evangelização no mundo atual e ressaltou a necessidade de manter vivo o anúncio da esperança cristã.
No início de sua fala, Leão XIV agradeceu o trabalho realizado pelo Dicastério durante o Jubileu de 2025, que reuniu mais de 33 milhões de peregrinos em Roma. Segundo ele, o Ano Santo permitiu que a esperança se tornasse protagonista da vida cristã em muitos locais. “O mundo tem, mais do que nunca, sede de esperança”, afirmou, destacando que a Igreja deve continuar oferecendo um testemunho capaz de sustentar a construção da paz, da fraternidade e da dignidade humana.
ANÚNCIO E TESTEMUNHO

O Papa enfatizou que a evangelização deve permanecer como a motivação fundamental de toda a ação da Igreja. Para o Pontífice, o anúncio do Evangelho não é uma proposta utópica, mas um testemunho que atrai porque manifesta o chamado ao amor e à verdade.
Ao abordar a crise de fé e a crescente indiferença religiosa presentes em diversas sociedades, especialmente no Ocidente, Leão XIV alertou para o risco de se perder a busca pelo sentido da vida. Nesse contexto, recordou que o encontro com Cristo continua sendo capaz de devolver significado e esperança às pessoas.
O Santo Padre também reafirmou a importância da exortação apostólica Evangelii gaudium, do Papa Francisco, como referência para uma missão “cristocêntrica e querigmática”, centrada no anúncio de Jesus Cristo.
JUVENTUDE

Leão XIV observou que cresce entre as novas gerações a busca por espiritualidade e afirmou que muitos redescobrem no Evangelho um caminho para a verdadeira felicidade. Por isso, insistiu na necessidade de respostas credíveis e coerentes aos questionamentos dos jovens.
Ao concluir, Leão XIV ressaltou que a transmissão da fé depende sobretudo do testemunho de vida dos cristãos. Citando Bento XVI, recordou que o mundo necessita de homens e mulheres que tornem Deus credível por meio de uma fé vivida. “A santidade da vida permanece sempre a forma mais convincente da beleza da fé cristã”, afirmou.




