Domingo de Páscoa é marcado por conflitos em Jerusalém

Domingo de Páscoa é marcado por conflitos em Jerusalém
Cathopic

Após um Domingo de Ramos de relativa tranquilidade na semana anterior, o Domingo de Páscoa, 17, foi de apreensão em Jerusalém, cidade sagrada para muçulmanos, judeus e cristãos, justamente num ano de rara coincidência religiosa que não acontecia desde 1991. O fim de semana marcou não somente a Páscoa cristã, mas o começo da Páscoa judaica, o Pessach, que dura uma semana, e o Ramadã, o mês sagrado muçulmano de jejum, que começou em 1° de abril. 

Durante as orações ocorreram confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses no local mais sensível da região: a Esplanada das Mesquitas – também conhecida como Monte do Templo –, na Cidade Velha de Jerusalém. A esplanada é onde fica a Mesquita de Al-Aqsa, terceiro local mais sagrado para o Islã (depois de Meca e Medina). Ela é adjacente ao Muro das Lamentações, considerado o local mais sagrado para o Judaísmo. 

ATRITOS 
Policiais israelenses impediram por algumas horas o acesso de fiéis muçulmanos palestinos à Esplanada das Mesquitas para evitar atrito com judeus que a visitavam por ocasião da Páscoa judaica, o Pessach. Embora os judeus tenham permissão para visitar o local em determinados momentos, são proibidos de rezar lá. 

A ação irritou grupos de jovens palestinos, que lançaram objetos contra as forças de segurança. Alguns deles apedrejaram ônibus com civis judeus que estavam indo em direção ao Muro das Lamentações e atacaram com socos judeus ultraortodoxos que andavam em ruelas da Cidade Velha. 

A polícia usou cassetetes, granadas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes. Cerca de 20 palestinos foram presos e mais de 170 pessoas ficaram feridas. 

VIOLÊNCIA 
Na segunda-feira, 18, a escalada de violência aumentou, e do enclave palestino ao sul de Israel, controlado pelo grupo islâmico Hamas, foi disparado um foguete contra o território israelense, interceptado logo depois pelo sistema de defesa antiaérea do país. 

Em retaliação, a força aérea israelense disse ter atingido uma fábrica de armas do Hamas em seguida, ataque que não ocasionou vítimas, segundo testemunhas e fontes de segurança em Gaza. 

Fontes: RFI Brasil e UCA News 

Deixe um comentário